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Preços de sucata em abril 2026: não-ferrosos ganham força enquanto ferrosos seguem pressionados
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Preços de sucata em abril 2026: não-ferrosos ganham força enquanto ferrosos seguem pressionados

Cobre e latão sobem nas tabelas locais; sucata ferrosa fica estável ou cai em várias praças

Publicado por

Leandro Rodrigues (Sucatas.com)

Publicado em 16 de abril de 2026 Atualizado em 17/04/2026
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Nas primeiras semanas de abril de 2026, o mercado de sucata mostrou um contraste importante para quem compra, vende ou coleta metais: os não-ferrosos ganharam força, com destaque para cobre e latão, enquanto os ferrosos continuam com pouca reação e, em várias referências, seguem pressionados.

Essa leitura não vem só da percepção de balcão. Nas tabelas diárias da Shock Metais, o cobre saiu de US$ 12.252 por tonelada em 7 de abril para US$ 12.660,50 em 10 de abril. Na média semanal, o metal avançou de US$ 12.178,50 na semana 14 para US$ 12.479,88 na semana 15, uma alta de aproximadamente 2,47%. A Termomecanica, em sua página de cotações LME, mostra a mesma sequência diária de fortalecimento no início de abril.

Na prática do setor, isso ajuda a explicar por que cobre, latão e parte do alumínio aparecem mais firmes nas tabelas comerciais consultadas pela redação. O texto-base desta pauta já indicava cobre novo na faixa de R$ 8,50 a R$ 8,85 por kg em referências comerciais atualizadas de abril, além de variações positivas consistentes no latão e alta moderada em outros não-ferrosos. O movimento internacional reforça esse cenário, não substitui a negociação local, mas ajuda a sustentar o tom mais firme das referências.

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O mercado continuou aquecido também na sequência do mês. Em 16 de abril, a Shock Metais registrava cobre a US$ 13.180 por tonelada e alumínio a US$ 3.678,50 por tonelada, acima das médias vistas no começo do mês. Já a Yvy Reciclagem mantém um painel de acompanhamento de LME e dólar e informa que seus valores em reais consideram a cotação LME multiplicada pela média do dólar do período, o que ajuda a entender por que o comportamento internacional costuma chegar com relativa rapidez às referências domésticas dos não-ferrosos.

Nos exemplos públicos de praças acompanhadas em abril, o contraste fica ainda mais claro. Em páginas de consulta por cidade, como Serra e Rio Grande, o latão aparece em R$ 28,31/kg, enquanto o ferro chaparia surge em R$ 0,60/kg e o ferro cavaco em R$ 0,30/kg, com variações trimestrais negativas nos ferrosos. Nessas mesmas referências, o cobre mel aparece em R$ 57,83/kg, reforçando a diferença de valor entre materiais mais nobres e a sucata ferrosa comum.

Isso não significa que todo comprador do país esteja pagando igual nem que exista preço garantido. No próprio padrão jurídico do portal, tabelas e notícias de preço devem ser tratadas como referência informativa, porque região, qualidade, volume, logística, impureza, forma de pagamento e urgência da negociação ainda pesam muito no valor final.

O que isso muda na prática para o setor

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Para quem está no dia a dia da operação, abril abre uma leitura bem objetiva:

  • Compradores: precisam ajustar margem com mais cuidado nos não-ferrosos e evitar compra “no automático” em cobre, latão e alumínio.

  • Vendedores: ganham argumento melhor para negociar materiais limpos, separados e de maior valor unitário.

  • Recicladores: têm incentivo maior para focar triagem, limpeza e beneficiamento de não-ferrosos.

  • Cooperativas e catadores: podem encontrar uma semana mais favorável para materiais de maior valor por quilo.

  • Transportadores: tendem a olhar com mais atenção para cargas menores, porém mais valiosas.

  • Indústrias e transformadores: podem sentir custo maior na matéria-prima não ferrosa se o movimento continuar.

  • Prestadores de serviço e anunciantes do setor: ganham uma boa janela para ofertar balanças, prensas, trituradores e soluções ligadas ao beneficiamento de metais.

Em outras palavras: quando o cobre puxa, o mercado inteiro presta mais atenção nos materiais que entregam maior valor por peso e melhor retorno na separação.

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Próximo passo para quem vai negociar agora

Antes de fechar preço nesta semana, vale conferir quatro pontos básicos:

  • qualidade real do material;

  • grau de mistura ou contaminação;

  • volume disponível;

  • referência local atualizada do comprador.

No não-ferroso, pequenos detalhes ainda fazem grande diferença. Material limpo, separado e bem classificado costuma capturar melhor a alta. Material misturado, queimado, contaminado ou mal apresentado continua perdendo valor, mesmo em momento positivo.

O mercado de sucata é volátil, e abril ainda está em andamento. A alta atual dos não-ferrosos abre uma janela prática de negociação, mas ela precisa ser lida com cuidado e com comparação de praça. Para acompanhar esse movimento mais de perto, vale monitorar a Tabela de Preços do Sucatas.com, buscar referências de compradores no Guia e verificar nos Classificados se há equipamentos que ajudem a melhorar triagem, pesagem e beneficiamento.


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FONTES CITADAS NESTA MATÉRIA

Fontes obrigatórias mencionadas

  • Yvy Reciclagem — acompanhamento LME e dólar

  • Tabelas comerciais de compradores atualizadas em abril de 2026

  • Sucatas Casal do Marco e equivalentes locais, como exemplo de atualização comercial recorrente

  • Shock Metais — tabelas diárias LME e dólar de abril de 2026

  • Termomecanica — consulta de cotações LME

  • Sucatas.com — Tabela de Preços, como referência editorial interna de acompanhamento

  • Relatos de compradores via redes sociais, como apoio de contexto e percepção de mercado

Fontes complementares efetivamente usadas

  • Shock Metais — tabela diária e médias semanais de abril de 2026

  • Termomecanica — série diária de cotações LME de abril de 2026

  • Yvy Reciclagem — painel de acompanhamento LME e explicação metodológica do cálculo em reais

  • SucataFínder — exemplos públicos por praça para contraste entre cobre, latão e ferro em abril de 2026

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Escrito por

Leandro Rodrigues (Sucatas.com)

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