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Vidro
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INTRODUÇÃO
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Vidro
(indústria),
corpo sólido, transparente e frágil que provém da fusão, a 1.200ºC,
da areia silícica misturada com potassa ou sódio. Sob temperatura normal
é uma massa amorfa, dura e frágil. Em geral, é transparente, embora
também possa ser incolor ou opaco. Quando matizado, sua cor varia
conforme os ingredientes utilizados. Pode ser fundido em altas
temperaturas com boratos e fosfatos. Os vidros naturais, como a obsidiana
e outras substâncias provenientes de meteoritos, apresentam composição
e propriedades semelhantes às do vidro sintético. O vidro é chamado
amorfo porque não é nem sólido nem líquido, mas se acha num estado no
qual, ainda que as unidades moleculares estejam dispostas de forma
desordenada, têm suficiente coesão para apresentar rigidez mecânica. O
vidro é resfriado até se solidificar, sem que haja a cristalização; o
aquecimento pode devolver-lhe sua forma líquida.
O
vidro fundido é maleável e pode ser modelado mediante diversas
técnicas. Pode ser talhado a frio. A baixas temperaturas, o vidro é
frágil e apresenta um tipo de fratura concoidal (lisa e curva, semelhante
a uma concha).
COMPOSIÇÃO
E PROPRIEDADES
O
principal ingrediente do vidro é o silício, obtido a partir da areia,
dos seixos rolados ou do quartzo. O silício é fundido em temperaturas
muito elevadas para formar o vidro. Como este tem um elevado ponto de
fusão e sofre pouca contração ou dilatação com as mudanças de
temperatura, é apropriado para aparatos de laboratório e objetos
submetidos a choques térmicos (deformações devidas a mudanças rápidas
de temperatura), como os espelhos dos telescópios.
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Vidro
solúvel e vidro sódico-cálcico
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O
vidro com grande conteúdo de sódio, que, dissolvido na água,
se transforma num fluido espesso, é conhecido como vidro
solúvel e é utilizado como material ignífugo e de vedação.
A maior parte do vidro produzido contém álcalis como soda e
cal e serve para fazer garrafas, vasilhames, lâmpadas, janelas
e vidraças.
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Vidro
com chumbo
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O
vidro fino utilizado na fabricação de vasilhames sofisticados
e conhecido como cristal é o resultado de fórmulas que
combinam silício e potássio com óxido de chumbo. Esse tipo de
vidro é pesado e apresenta um índice elevado de refração à
luz, o que o torna apropriado para a fabricação de lentes e
prismas, bem como jóias de imitação. Como o chumbo absorve as
radiações de alta energia, nas instalações nucleares os
vidros com óxido de chumbo servem de proteção para os
operários
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Vidro
de borossilicato
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Este
tipo de vidro tem predomínio de bórax, além de silício e
álcali. Muito duradouro e resistente aos elementos químicos e
ao fogo, é usado em utensílios de cozinha e em laboratórios.
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Cor
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As
impurezas na matéria-prima influenciam a coloração do vidro.
Para obter uma substância transparente e incolor, os
fabricantes lhe acrescentam manganês, que limita os efeitos das
colorações esverdeadas e amareladas produzidas pelos óxidos
de ferro. O vidro pode ser colorido com o emprego de óxidos
metálicos, sulfuretos e selenetos.
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Outros
ingredientes
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A
fórmula tradicional do vidro inclui a reutilização de
resíduos de vidro da mesma composição do que se está
fabricando, o que favorece a fusão e a homogeneização. Em
geral, são acrescentados elementos como arsênico (trióxido de
arsênio) ou antimônio, destinados a eliminar bolhas.
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Propriedades
físicas
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Segundo
a composição, alguns vidros alcançam a fusão a temperaturas
muito baixas, como 500oC, enquanto outros exigem 1.650oC.
Apresentam normalmente uma resistência à tração entre 3 mil e
5.500 N/cm2, embora possam superar os 70.000 N/cm2 se tiverem sido
especialmente tratados. A densidade relativa oscila entre 2 e 8,
ou seja, entre uma densidade menor do que a do alumínio e maior
do que a do aço. Variações de igual amplitude aparecem nas
propriedades elétricas e ópticas.
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MISTURA
E FUSÃO
Após
uma minuciosa preparação e medição, as matérias-primas são mescladas
e submetidas a uma fusão inicial antes de passar às altas temperaturas
que a vitrificação requer. No passado, a fusão era realizada em
vasilhas de argila que eram esquentadas em fornos de carvão ou lenha.
Ainda hoje são usadas vasilhas de argila refratária, que contêm entre
0,5 e 1,5 t de vidro. Nas indústrias modernas, a maior parte do vidro é
fundido em grandes caldeiras, utilizadas pela primeira vez em 1872, com
capacidade para mais de mil toneladas de vidro e esquentadas a gás, óleo
combustível ou eletricidade.
O
TRABALHO DO VIDRO
Os principais métodos
empregados para trabalhar o vidro são a moldagem, o sopro, a prensagem, o
estiramento e a laminação. Todos esses processos são antigos, mas
sofreram modificações para permitir a produção de vidro com fins
industriais. O vidro foi fabricado pela primeira vez antes de 2000 a.C.
e, desde então, tem sido empregado para fabricar recipientes de uso doméstico,
objetos decorativos e ornamentais, como jóias (ver Vidro (arte).
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Moldagem
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Este
processo, conhecido já na Antigüidade, consiste em despejar a
massa vítrea em moldes e deixar que resfrie e se solidifique.
Atualmente, existem processos de moldagem por centrifugação, em
que a massa vítrea é impelida contra as faces de um molde que
gira a grande velocidade. Por sua capacidade para moldar formas
precisas e leves, a moldagem por centrifugação é usada, por
exemplo, na produção dos tubos de imagens dos aparelhos de
televisão.
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Sopro
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Durante
a segunda metade do século I a.C., foi desenvolvido no Oriente Médio,
na costa fenícia, o procedimento de soprar o vidro e expandí-lo
para obter todo tipo de forma. Essa técnica difundiu-se logo em
seguida e transformou-se no método comum para moldar vasilhas até
o século XIX. O elemento fundamental consiste num tubo de ferro
de 1,20 m de comprimento, com uma boquilha em uma das
extremidades. O artesão pega uma pequena quantidade da massa vítrea
com a extremidade do tubo e lhe dá uma forma mais ou menos cilíndrica,
fazendo-a girar sobre uma chapa de ferro fundido que, por sua vez,
a resfria um pouco. Depois começa a soprar no tubo para formar
uma bolha na massa vítrea e obter a forma e a espessura
desejadas, moldando e reaquecendo constantemente a massa junto à
porta do forno. Para obter formas mais refinadas, são utilizadas
ferramentas simples, como tesouras, pinças e espátulas. Também
podem ser usados moldes. É possível incorporar peças adicionais
para formar bicos, asas, pés e outros desenhos decorativos. Para
dar um toque de cor a uma bolha, esta é mergulhada numa fusão vítrea
de outra cor. Em 1903, foi inventada uma máquina de sopro automática.
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Prensagem
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Na
Antigüidade era utilizada a prensagem para que o vidro fundido
aderisse bem ao molde. Os artesãos árabes usavam simples prensas
manuais para fabricar pesos e selos de vidro. Os fabricantes
europeus redescobriram essa técnica no fim do século XVIII e a
aplicaram à produção de tampas de garrafas, bases de copos e cálices
e outras peças. Na década de 1820, foram patenteados os
primeiros sistemas de prensagem totalmente mecânicos. Consistiam
em despejar o vidro fundido num molde. O vidro, prensado por um êmbolo,
adquiria sua forma final. Tanto o molde como o êmbolo podiam ter
desenhos que ficavam gravados na peça.
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Estiramento
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O
vidro fundido pode ser estirado no forno para obter tubos, lâminas
e varetas com um corte uniforme. Os tubos são fabricados
estirando-se uma massa cilíndrica de vidro semifluido ao mesmo
tempo que se aplica um jato de ar no centro do cilindro.
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Laminagem
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No
início, as lâminas de vidro e, sobretudo, as vidraças, eram
obtidas mediante o despejo de vidro fundido em uma superfície
plana, efetuando um posterior alisamento com rolo e um polimento
por ambas as faces. Hoje são fabricadas com o auxílio de um rolo
laminador duplo que as alisa continuamente.
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Recozimento
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Depois
de receber forma, o objeto de vidro passa por um recozimento, que
elimina as tensões que possam ter aparecido durante o
resfriamento. Essas tensões internas são eliminadas reaquecendo
o vidro a uma temperatura muito alta e resfriando-o depois muito
lentamente para evitar novas tensões. As tensões também podem
ser provocadas para conferir maior resistência ao objeto. Como o
vidro se quebra pelas tensões longitudinais originadas por uma
pequena arranhadura da superfície, existe a solução de
comprimí-la,
aumentando a quantidade de tensão longitudinal a que o vidro pode
resistir sem se quebrar. O vidro é aquecido até um estado quase
plástico e depois é resfriado, rapidamente, com um jato de ar ou
o mergulho num líquido. A superfície fica dura imediatamente; a
contração subseqüente das partes internas, que se resfriam mais
lentamente, exerce a compressão. Com esse método, podem ser
obtidas compressões da superfície de peças muito grossas, até
2.460 kg por centímetro quadrado. Também têm sido desenvolvidos
métodos químicos para aumentar a resistência: processos de
troca de íons alteram a composição ou estrutura da superfície
do vidro. Pode-se obter uma resistência superior a 7.000 kg/cm2
mediante métodos químicos.
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VIDROS
DE USO COMERCIAL
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Vidro
de janelas
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O
vidro para as janelas é utilizado desde o século I d.C. e,
inicialmente, era elaborado por moldagem ou sopro de cilindros
ocos, que depois se cortavam e expandiam até formar uma lâmina.
O processo do vidro de coroa é posterior e consistia no sopro e
moldagem da massa vítrea para transformá-la em um globo esmagado
ou coroa. Depois, a parte plana era apoiada numa base e o tubo de
soprar era retirado. O orifício deixado pelo tubo era aumentado
pela centrifugação da coroa reaquecida sobre a base,
ampliando-se até todo o material se transformar numa grande lâmina
circular. Depois retirava-se a base, que deixava uma marca. Hoje,
quase todos os vidros de janela são feitos a máquina, mediante o
procedimento do estiramento vertical da massa vítrea procedente
de um forno de fusão. No procedimento Foucault, a lâmina de
vidro é estirada através de um cilindro refratário colocado sob
a cuba de vidro. Depois é levada a uma câmara de recozimento
vertical e, finalmente, emerge num andar superior, onde é cortada
em folhas.
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Vidraças
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O
vidro comum de janela não tem espessura uniforme por causa do seu
processo de fabricação. Essas variações de espessura distorcem
a visão dos objetos através das folhas de vidro.O método
tradicional para resolver esses defeitos foi utilizar vidro
esmerilhado e polido. A vidraça foi produzida pela primeira vez
em Saint Gobain, França, em 1668: o vidro fundido era despejado
numa mesa de ferro e alisado depois com um rolo. Após um
recozimento, recebia o acabamento com o polimento de ambas as
faces. Hoje as vidraças são fabricadas mediante um alisamento
contínuo com um rolo laminador duplo e, depois, passam pelo
recozimento.
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Vidros
laminados sem polir
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que
costumam apresentar superfícies com desenhos realizados a partir
de esboços gravados nos rolos, são usados na construção de
edifícios. Nos vidros de rede metálica, a rede é introduzida no
vidro fundido antes deste passar entre os rolos aminadores. São
usados para evitar que o vidro fique estilhaçado quando quebra. O
vidro não estilhaçável ou de segurança, utilizado nos pára-brisas
dos carros (ver Indústria automobilística), é composto
de duas placas de vidro aderidas hermeticamente a um plástico
colocado entre elas, o qual retém os cacos em caso de quebra.
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Garrafas
e frascos
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As
garrafas, as embalagens de cosméticos e outros recipientes de
vidro são produzidos por um processo automático que combina a
prensagem (para a formação da boca do recipiente) e o sopro
(para a formação do interior do recipiente). O processo automático
típico de fabricação de garrafas por sopro é o seguinte:
despeja-se um pouco de vidro fundido num molde estreito e
invertido e se faz pressão com ar contra o fundo do molde, que
corresponderá ao gargalo da garrafa. Depois é aplicado um
defletor sobre a parte superior do molde. Uma injeção de ar que
entra pela parte inferior, através do gargalo, produz parte da
garrafa. A garrafa semipronta, chamada esboço, é transportada
pelo gargalo; depois é virada e depositada em outro molde, onde
recebe um sopro que lhe dá a forma definitiva. Em outro tipo de máquina,
utilizada para recipientes de boca larga, o esboço é prensado
dentro do molde com um êmbolo, antes de ser soprado no molde
definitivo. Os frascos pouco fundos, como os potes usados para
cosméticos, são feitos por prensagem.
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Vidro
óptico
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A
maior parte das lentes dos óculos, microscópios, telescópios, câmeras
e instrumentos ópticos é feita com vidro óptico. O vidro óptico
é diferente de outros vidros por sua maneira de refratar a luz. A
fabricação desse tipo de vidro é uma operação delicada. A matéria-prima
deve ter grande pureza e ser manipulada com muito cuidado para que
não haja nenhuma imperfeição durante o processo. Qualquer bolha
de ar, embora pequena, ou qualquer partícula não vitrificada
causariam uma distorção na superfície da lente, o mesmo que
acontece quando aparecem estrias por não haver homogeneidade química
ou quando o recozimento é inadequado.Inicialmente, o vidro óptico
era fundido em cadinhos durante longos períodos de tempo, em que
devia ser remexido sem parar com uma vareta refratária. Após um
recozimento longo, o vidro quebrava. As melhores seções eram
reduzidas mais ainda, reaquecidas e pressionadas até adquirirem a
forma desejada. Nos últimos anos, foi adotado um novo método
para a fabricação contínua de vidro em cadinhos revestidos de
platina, com varetas protegidas com o mesmo metal, nas câmaras
cilíndricas de acabamento (ou homogeneizadores). Por esse
processo se consegue maior quantidade de vidro óptico, mais
barato e de qualidade superior à obtida com o método anterior.
Cada vez é mais utilizado o plástico ao invés do vidro óptico
para as lentes simples. Embora o primeiro não seja tão
duradouro, nem tenha tanta resistência a arranhões quanto o
segundo, é mais forte, mais leve e pode absorver tintas
coloridas.
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Vidro
fotossensível
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O
vidro fotossensível é parecido com a película fotográfica, em
que os íons de ouro ou prata do material reagem à luz. É
utilizado em processos de impressão e reprodução. Um tratamento
de calor depois de uma exposição à luz produz mudanças
permanentes no vidro fotossensível.
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O
vidro fotocrômico
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fica
escuro por exposição à luz, mas recupera sua claridade original
quando a luz desaparece. Isso se consegue mediante a ação da luz
sobre cristais muito pequenos de cloreto ou brometo de prata,
distribuídos no vidro. É utilizado para fabricar lentes ou óculos
que escurecem ou ficam mais claros quer sejam expostos ao sol ou não.
Também é empregado em equipamentos eletrônicos.
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Cerâmica
de vidro
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Os
vidros que contêm alguns metais formam uma cristalização
localizada quando expostos à radiação ultravioleta. Se são
submetidos a altas temperaturas, obtém-se uma cerâmica
cristalina com resistência mecânica e propriedades isolantes de
eletricidade maiores que as do vidro comum. Essa cerâmica é
empregada atualmente para cozinhar e como peças de proteção térmica
em foguetes e naves espaciais. Outros vidros metálicos — incluídas
as ligações de metais puros — podem ser magnetizados. Além
disso, são fortes, flexíveis e muito úteis nos transformadores
elétricos de alto rendimento.
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Fibras
de vidro
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É
possível obter fibras capazes de serem tecidas ou transformadas
em feltro, como se fossem fibras têxteis, expandindo-se o vidro
fundido até obter filamentos com diâmetro de poucos milésimos
de milímetro. Também é possível obter um fio contínuo de
filamento múltiplo, bem como fibrilas curtas, de 25 a 30 cm de
comprimento. Com as fibras de vidro podem ser feitos tecidos para
roupa e tapeçaria excelente pela sua estabilidade química, força
e resistência ao fogo e à água. Sós ou combinadas com resinas,
são bons isolantes elétricos. Se uma fibra de vidro é misturada
com plástico, obtém-se um composto que combina a resistência e
a inércia do vidro com a resistência ao impacto do plástico.
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Diferentes
tipos de vidros
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O
tijolo prensado de vidro
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é
um bloco de construção que tem as faces acanaladas ou com outros
desenhos. Pode ser colocado com argamassa e utilizado para paredes
exteriores ou para divisórias em ambientes internos de prédios.
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A
espuma de vidro,
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utilizada
em flutuadores ou como isolante, é obtida pelo acréscimo de um
agente espumoso ao vidro moído muito fino. A mistura é aquecida
até uma temperatura em que os agentes espumosos soltam um gás
que produz inúmeras pequenas bolhas dentro do vidro.
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A
fibra óptica
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Na
década de 1950, foi desenvolvida a fibra óptica, que tem muitas
aplicações na pesquisa científica, na medicina e na indústria.
Os filamentos de vidro de alto índice refratário, dispostos
paralelamente e separados por finas camadas de cristal de baixo índice
refratário, podem ser submetidos a técnicas ópticas para a
obtenção de lentes. Os fibroscópios, formados por feixes de
fibras ópticas, podem transmitir uma imagem através de ângulos
agudos, facilitando a observação de lugares normalmente inacessíveis.
A aplicação da fibra óptica sólida em lentes redutoras, lentes
de aumento e placas também ajuda a melhorar a visão. A fibra óptica,
utilizada junto com o laser, tem sido fundamental para o
desenvolvimento dos sistemas de comunicação (ver Telefone).
Na década de 1970, foi descoberto um novo tipo de vidro chamado
halogênico, também de enorme utilidade no mesmo campo. É
composto de um halogênio, como o flúor, combinado com um metal
pesado, como o zircônio, o bário ou o háfnio.
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O
vidro laser
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tem uma
alta porcentagem de óxido de neodímio e é capaz de emitir luz
laser se for introduzido num dispositivo adequado. É considerado
boa fonte de laser, pela relativa facilidade com que podem ser
obtidas grandes quantidades de amostras de vidro de muita
potência.
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As
células de cristal duplo
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são
unidades compostas por duas placas de vidro de janela ou vidraça
unidas pelas bordas, e com ar entre elas. Para sua elaboração, são
utilizados vários tipos de materiais de vedação e proteção.
Excelentes isolantes térmicos para janelas, não se embaçam com
a umidade.
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Na
década de 1980, na Universidade da Flórida, foi desenvolvido um método
para fabricar grandes estruturas de vidro que não precisam de altas
temperaturas. Conhecida como sol-gel, a técnica consiste em misturar água
com uma substância química como o tetrametoxilano para produzir um polímero
de óxido silícico. Um aditivo químico retarda o processo de condensação
e permite que o polímero se construa de maneira uniforme. Essa técnica
é muito útil na fabricação de vidros de formas complexas e de grande
tamanho, com propriedades específicas.
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FONTE
DE PESQUISA DA MATÉRIA ACIMA
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ENCICLOPÉDIA
MICROSOFT ENCARTA 2000
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OBSERVAÇÃO
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Continuamos
a pesquisar outras fontes que tratam deste assunto para futuras
inserções nesta página. Aguardem
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