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Pilhas
e Baterias
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INTRODUÇÃO
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Pilhas e Baterias
de Celulares
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Aplicação das Pilhas
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Comuns:
...Alcalinas:
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Enquanto
as baterias de celulares são compradas somente na rede
autorizada, as pilhas podem ser compradas tanto de camelôs quanto
de grandes redes de lojas. As pessoas compram pilhas para rádios,
controles remotos, jogos, lanternas e simplesmente jogam no lixo,
queimam, lançam em rios ou em terrenos baldios. Não têm informação
de que se trata de lixo químico doméstico altamente perigoso.
Crianças manuseiam pilhas oxidadas, pilhas velhas são guardadas
em dispensas junto com alimentos e remédios. Agricultores compram
adubo orgânico e não imaginam que ele possa estar contaminado
por metais pesados das pilhas e de baterias de celular.
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Aparência inocente, mas muito perigosas!
Apesar da
aparência inocente e do seu tamanho, as pilhas e baterias são
hoje um grave problema ambiental. No Brasil são produzidas
anualmente, segundo a Assoc. Brasileira da Indústria Elétrica
e Eletrônica (ABINEE), cerca de 800 milhões
de pilhas, entre as chamadas secas (zinco-carbono) e
alcalinas. Se constituem num veneno lançado no meio ambiente
diariamente por milhões de pessoas.
Uma pilha comum contém, geralmente, três metais pesados:
zinco, chumbo e manganês, além de substâncias perigosas como
o cádmio, o cloreto de amônia e o negro de acetileno. A pilha
de tipo alcalina contém também o mercúrio, uma das substâncias
mais tóxicas que se conhece.
O perigo ocorre quando se joga uma pilha
ou bateria no lixo comum, pois há o risco dessas substâncias e
metais pesados entrarem na cadeia alimentar humana, causando sérios
danos à saúde.
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Metais
Pesados Contidos nas Pilhas e Baterias de Celulares
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Mercúrio
- Cádmio
- Chumbo
- Lítio
- Níquel
- Zinco
- Cobalto e compostos
- Bióxido de Manganês |
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Tempo de
Degradação
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Pilhas:
de 100 a 500 anos
Metais
Pesados: infinito.
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Efeitos dos metais pesados:
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Mercúrio
...
Distúrbios renais e neurológicos (irritabilidade,
timidez e problema de memória), mutações genéticas, e
alterações no metabolismo e deficiências nos órgãos
sensoriais (tremores, distorções da visão e da audição).
Cádmio
...
Agente cancerígeno, teratogênico e pode causar danos ao
sistema nervoso.
Se acumula, principalmente, nos rins, fígado e nos ossos;
provoca dores reumáticas e miálgicas, distúrbios metabólicos
que levam à osteoporose, disfunção renal e câncer
Chumbo ...
Gera perda de memória, dor de cabeça, irritabilidade,
tremores musculares, lentidão de raciocínio, alucinação,
anemia, depressão, insônia, paralisia, salivação, náuseas,
vômitos, cólicas, perda do tônus muscular, atrofia e
perturbações visuais, e hiperatividade.
Lítio: afeta o sistema nervoso central, gerando
visão turva, ruídos nos ouvidos, vertigens, debilidade e
tremores;
Níquel:
provoca dermatites, distúrbios respiratórios,
gengivites, sabor metálico, “sarna de níquel”,
efeitos carcinogênicos, cirrose e insuficiência renal;
Zinco:
provoca vômitos e diarréias;
Cobalto
e seus compostos: existentes na bateria de lítio,
causam a “sarna do cobalto”, além de conjuntivite,
bronquite e asma.
Bióxido
de manganês: usado nas pilhas alcalinas, provoca
anemia, dores abdominais, vômitos, crises nervosas, dores
de cabeça, seborréia, impotência, tremor nas mãos,
perturbação emocional.
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Por que as pilhas e baterias não devem ir para aterros?
Em função do que foi apresentado, conclui-se que as pilhas e
baterias, quando esgotadas seu potencial energético,
tornam-se resíduos perigosos, e como tal deveriam ser
encaminhadas para a reciclagem ou para um aterro industrial.
Como os metais pesados entram na cadeias alimentares e terminam
acumuladas nos organismos das pessoas, produzindo vários tipos
de contaminação, não deveriam ir para aterros sanitários ou
compostagem e, muito menos, para os lixões. Nos aterros,
expostas ao sol e à chuva, as pilhas se oxidam e se rompem; os
metais pesados atingem os lençóis freáticos, córregos e
riachos. Entram nas cadeias alimentares através da ingestão da
água ou de produtos agrícolas irrigados com água contaminada.
Nas usinas de compostagem, a maior parte das pilhas é triturada
junto com o lixo doméstico e o composto gira nos biodigestores
liberando os metais pesados. O adubo resultante contamina o solo
agrícola e até o leite das vacas que pastam em áreas que
recebem adubação.
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A legislação contempla o lobby do setor produtivo!
Nossas leis federais e estaduais estabelecem o princípio do
poluidor-pagador, ou seja, quem gera o problema é também responsável
por sua solução.
No entanto, a resolução 257/99 do CONAMA é pouco restritiva e
permite a irresponsabilidade de se jogar pilhas em aterros e
contemplou o lobby do setor produtivo, permitindo até 0,010% em
peso de mercúrio, 0,015 em peso de cádmio e 0,200% em peso de
chumbo, para as pilhas comuns.
Segundo a resolução, fica proibido lançar estes resíduos “in
natura” a céu aberto; em corpos d’água, praias, manguezais,
terrenos baldios, poços, cavidades subterrâneas, redes de
drenagem de águas pluviais, esgotos, eletricidade ou telefone, além
de queimá-los a céu aberto ou em recipientes não adequados
(art. 8º).
Entretanto, o art. 13º permite que se joguem as pilhas e baterias
que atenderem aos limites previstos no art. 6º junto ao lixo doméstico,
em aterros sanitários licenciados.
A resolução não considera que 60% dos municípios do país não
têm aterro sanitário e que 96% dos resíduos produzidos
diariamente vão para o meio ambiente sem nenhum cuidado.
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Simbologia
usada nas embalagens
Conforme Resolução do CONAMA 257/99, “podem” ser
descartadas no lixo doméstico

Não
podem ser descartadas no lixo doméstico

RESOLUÇÃO
CONAMA Nº 257, de 30/06/99
- Disciplina
o descarte e o gerenciamento ambientalmente adequado de pilhas e
baterias usadas, no que tange à coleta, reutilização,
reciclagem, tratamento ou disposição final. fonte: www.ambientebrasil.com.br
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O
que fazer com as pilhas e baterias? (Continua...)
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