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O artigo aborda a
questão da reciclagem do óleo de cozinha: como é feita esta e no que se
pode transformar o óleo utilizado e como ele é prejudicial ao meio
ambiente quando descartado inapropriadamente
Óleo de cozinha e o meio ambiente
O óleo de cozinha é altamente prejudicial ao meio ambiente e quando jogado
na pia (rede de esgoto) causa entupimentos, havendo a necessidade do uso
de produtos químicos tóxicos para a solução do problema. Muitos bares,
restaurantes, hotéis e residências ainda têm jogado o óleo utilizado na
cozinha na rede de esgoto, desconhecendo os prejuízos que isso causa.
Jogar o óleo na pia, em terrenos baldios ou no lixo acarreta três fins
desastrosos a esse óleo:
- permanece retido no encanamento, causando entupimento das tubulações se
não for separado por uma estação de tratamento e saneamento básico;
- se não houver um sistema de tratamento de esgoto, acaba se espalhando na
superfície dos rios e das represas, causando danos à fauna aquática;
- fica no solo, impermeabilizando-o e contribuindo com enchentes, ou entra
em decomposição, soltando gás metano durante esse processo, causando mau
cheiro, além de agravar o efeito estufa.
Não jogar óleo em fontes de água, na rede de esgoto ou no solo é uma
questão de cidadania e portanto deve ser uma obrigação de todos.
Soluções para reciclagem do óleo de cozinha
Para evitar que o óleo de cozinha usado seja lançado na rede de esgoto,
várias cidades em todo o Brasil têm criado métodos de reciclagem. Diversas
são as possibilidades de reciclagem do óleo de fritura, entre outras
finalidades destacam-se a produção de resina para tintas, sabão,
detergente, glicerina, ração para animais e biodiesel.
No Distrito Federal, o óleo de cozinha usado terá um novo destino, quando
começar a funcionar a primeira usina de biodiesel a partir de óleo de
cozinha.
O terreno com 20 mil metros foi cedido pelo governo do Distrito Federal e
abrigará o empreendimento da Ecobrás - empresa brasiliense Eco Brasília
Diesel. A expectativa é criar em torno de 250 empregos diretos e mais de
10 mil indiretos com o projeto.
Organizando a reciclagem do óleo de cozinha
Em algumas capitais brasileiras são as prefeituras que estão se
mobilizando, em outras, é a própria população através de organizações
não-governamentais.
Ribeirão Preto: possui o projeto Cata óleo numa parceria da USP e o
Ladetel (Laboratório de Desenvolvimento de Tecnologias Limpas). Os
interessados recebem um recipiente para armazenar o óleo. O caminhão do
laboratório passa recolhendo o produto em datas pré-estabelecidas.
Todo o óleo recolhido na cidade será usado na produção do biodiesel. Hoje
são recolhidos cerca de 20 mil litros de óleo por mês com os comerciantes,
no entanto, o interesse é atingir a população e aí receber cerca de 160
mil litros mensalmente. Informações: interessados em participar do projeto
podem entrar em contato com o Ladetel pelo telefone (16) 602.3734.
Curitiba: a Prefeitura Municipal de Curitiba lançou o serviço de coleta
especial de óleo de fritura. O recolhimento está sendo feito em 78 pontos
do Câmbio Verde (programa de recolhimento de lixo reciclável) e nos 21
terminais de ônibus da cidade. Quando é feita a entrega nestes postos,
dois litros de óleo dão direito a um quilo de hortifrutigranjeiros,
incentivando ainda mais a população.
Depois de recolhido, o óleo de fritura é encaminhado para a reciclagem,
onde é transformado em sabão, detergente e matéria-prima para fabricação
de outros produtos.
Para ser entregue, o óleo deve ser armazenado em garrafas pets, de
preferência transparentes.
Informações: os dias e horários da coleta podem ser obtidos pelo telefone
156 ou na página da prefeitura na internet - www.curitiba.pr.gov.br
ABC Paulista: o Instituto Triângulo tem sido o exemplo na reciclagem de
óleo de cozinha em São Paulo. Equipes vão até o local solicitado para a
coleta, desde que se tenha um mínimo de seis litros para solicitar o
recebimento. A entrega do óleo em São Paulo também pode ser feita na rede
de supermercados Pão de Açúcar ou na Ong Trevo e Samorcc (Sociedade dos
Amigos e Moradores do Bairro de Cerqueira César). Informações: Instituto
Triângulo (11) 4991-1112 - www.triangulo.org.br
Florianópolis: a coleta é feita pela Universidade Federal de Santa
Catarina que, desde o ano passado, desenvolve o projeto chamado Família
Casca, em que recupera o óleo de cozinha e o transforma em combustível. No
entanto, o projeto coleta o produto apenas na região próxima à
universidade. Outra maneira de dar um fim útil ao óleo de bares e
restaurantes na cidade é por meio da Associação Industrial e Comercial de
Florianópolis, a Acif, que dirige o programa ReÓleo. Informações:
www.acif.org.br
Rio de janeiro: o óleo que seria jogado pode ser levado para os postos
implantados pelo Programa de Reaproveitamento de Óleos Vegetais, o Prove,
firmado entre a iniciativa privada, a Refinaria de Manguinhos e a
Secretaria de Meio Ambiente do Rio. Entre os postos de coleta está o Circo
Voador. Outro meio de colaborar é ligar para o Disque-Óleo: basta entrar
em contato para a equipe desse programa visitar sua casa
Informações: Disque-Prove: (21) 2598-9240 Disque-óleo: (21) 2260-3326
www.disqueoleo.com.br
Salvador: o engenheiro químico Luciano Hocevar é o responsável pela
Renove, Reciclagem de Óleos Vegetais, e pela picape que passa pelas casas
da cidade fazendo a coleta do óleo de cozinha.
Informações: (71) 9979-2504 - www.renoveoleo.com.br
Porto Alegre: a Prefeitura de Porto Alegre, através do Departamento
Municipal de Limpeza Urbana (DMLU), realiza o Projeto de reciclagem de
óleo de fritura. São 24 locais de coleta do produto, que será transformado
entre outras coisas em resina de tintas, sabão e biodiesel. Foi assinado
convênio entre o DMLU e três empresas, que recolherão óleos de cozinha
entregues pela população e os encaminharão para reciclagem.
Informações: http://funverde.wordpress.com
O sucesso destes programas de reciclagem de óleo de cozinha depende
inteiramente da participação da comunidade. Todos esses programas de
coletas, sejam governamentais ou não-governamentais, oferecem todas as
informações necessárias para a reciclagem do óleo e também esclarecimentos
sobre proteção ambiental, justamente para inserir a sociedade na
responsabilidade ecológica.
fonte: www.hsw.com.br
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