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Catadores
comemoram alta de 20% no preço da latinha |
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O crescimento econômico do País em 2010 beneficiou os
catadores de material reciclável. Durante o ano, o preço da
lata de alumínio, um dos descartes mais rentáveis da indústria
da reciclagem, aumentou quase 20%. Apesar disso, o valor do
produto ainda não recuperou o patamar alcançado no período
pré-crise econômica de 2008.
De acordo boletins divulgados semanalmente pela Associação
Brasileira do Alumínio (Abal), o quilograma (kg) de latas de
alumínio prensadas era vendido por R$ 2,73 na primeira
quinzena de janeiro de 2010. Um ano depois, o quilo das
latinhas subiu para R$ 3,25. O valor, entretanto, ainda é 6%
menor do que a cotação do produto em 2008. Segundo a Abal,
naquele ano, o quilo de latas prensadas chegou a valer R$
3,47.
Apesar da melhora nos preços verificada no ano passado, os
catadores de material reciclável ainda esperam que os preços
voltem aos níveis de 2008. "Melhorou de lá pra cá, mas ainda
não voltou a ser o que era", diz Sérgio da Silva Santos,
coordenador financeiro da Coopere Centro, uma cooperativa de
catadores de São Paulo.
Ele confirma a alta no preço das latinhas e diz que ela foi
acompanhada pelo aumento dos preços de outros materiais
recicláveis, como papelão e papel. Santos diz, porém, que a
alta ainda não compensou a queda dos preços ocorrida dois anos
atrás. "Tivemos que dobrar nossa produção para manter os
ganhos de cerca de R$ 800 por mês", conta. "Agora, está
melhorando, mas ainda não é como antes".
Queda no rendimento durante a crise
José Iramar de Araújo, que trabalha na cooperativa Coomare, de
Goiânia, também sentiu na própria renda a variação dos preços
dos recicláveis. Durante a crise financeira, o rendimento dele
chegou a cair para R$ 300 por mês, menos que um salário mínimo
oficial. Só agora, ele conseguiu retornar ao patamar de ganhos
em torno de R$ 800 mensais. "Muita gente da nossa cooperativa
chegou a largar a reciclagem", diz ele. "Agora, o preço
melhorou. Só falta a gente melhorar o sistema de
comercialização das cooperativas".
Segundo Araújo, muitas cooperativas não conseguem recolher um
volume de material suficiente para negociar diretamente com a
indústria. Acabam obrigados a vender os descartes para
intermediários, reduzindo os ganhos dos cooperados.
O coordenador da Comissão de Reciclagem da Abal, Henio de
Nicola, conta que, no caso das latas, a parte dos
intermediários chega a 20%. Mesmo assim, ele afirma que a
reciclagem de alumínio continua sendo a atividade mais
rentável para os catadores do País.
Quase 100% de reaproveitamento
Só no ano passado, segundo a Abal, foram recicladas 200 mil
toneladas de latas de alumínio. Isso representa 98% do total
de latas vendidas no mercado nacional, o que faz do Brasil um
dos campeões mundiais de reaproveitamento de alumínio.
fonte:
Economia SC
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