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NO DEVIDO LUGAR >> Computadores antigos podem ser doados a
projetos; também dá para devolver o produto a empresas
DA REPORTAGEM LOCAL
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
O consumidor também precisa fazer sua parte para que o lixo
eletrônico não tenha um final infeliz. Como só querer não
resolve, a Folha selecionou várias maneiras para que você
possa colocar em prática sua vontade de ajudar o mundo.
Se você tem um computador sobrando em casa, diversos projetos
aceitam doações, segundo o site Lixo Eletrônico (lixoeletronico.org),
uma boa fonte na hora de consultar informações sobre o
assunto. Alguns dos projetos são: Associação Brasileira de
Distribuição de Excedentes (www.abre-excedente.org.br),
Casas André Luiz (www.andreluiz.org.br),
Comitê de Democratização da Informática (www.cdi.org.br),
Comlurb do Rio de Janeiro (www.rio.rj.gov.br/comlurb),
Projeto Ação Digital (projetoacaodigital.com.br/lixotecnologico)
e Agente Cidadão (www.agentecidadao.com.br).
O Museu do Computador (www.museudocomputador.com.br)
informa em seu site que aceita doações de equipamentos
relacionados ao computador e "reaproveita o material
recebido".
O Centro de Recondicionamento de Computadores (www.oxigenio.org.br)
também recebe aparelhos.
Várias empresas têm seus próprios programas de reciclagem para
os consumidores.
Em
www.dell.com/recycling, a Dell se propõe a reciclar o seu
computador de mesa (com ou sem monitor), notebook, monitor,
impressora, scanner e outros. Mas o produto precisa ser da
Dell. A empresa pede que o usuário informe dados como o peso
estimado do produto e que escolha uma data de coleta com ao
menos cinco dias de antecedência.
A Philips também recicla os produtos de sua marca no programa
Ciclo Sustentável Philips, disponível em algumas cidades
brasileiras. Os pontos de coleta ficam nas assistências
técnicas credenciadas para os produtos da Philips. O
consumidor precisa acessar
www.sustentabilidade.philips.com.br e verificar o posto
credenciado mais próximo.
Já a HP diz receber baterias e produtos de sua marca e
encaminhar para reciclagem. O contato deve ser feito por um
e-mail disponível em bit.ly/reciclagemhp.
A Epson também tem um sistema de coleta, veja em
epson.com.br/coleta.
Por meio desse programa, é possível descartar cartuchos de
tinta da marca. (AD e BR)
DO SEU LADO
No site e-lixo.org, você
informa seu CEP, número da casa e tipo de lixo eletrônico que
precisa descartar e o site mostra no mapa pontos para descarte
mais próximos; funciona só em São Paulo
Conheça programas de descarte para pilhas e baterias
DA REPORTAGEM LOCAL
"As baterias dos aparelhos podem ser enviadas a lugares
especiais para recuperação do cobalto, níquel e cobre",
recomenda o relatório de lixo eletrônico da ONU. As pilhas e
baterias também trazem substâncias tóxicas como chumbo, cádmio
e mercúrio, que podem prejudicar a saúde. A sua forma de
ajudar na prevenção disso é fazer o descarte do resíduo de
maneira correta.
Uma opção é o descarte no programa Papa-Pilhas, do Banco Real,
que recolhe pilhas e baterias portáteis e as encaminha para a
reciclagem. Os coletores estão presentes em grande parte das
agências do banco e em agências do Santander, segundo a
entidade. Veja mais em
bit.ly/pilhasbancoreal.
Para descarte de baterias, lâmpadas, celulares e bateria do
tipo chumbo-ácido, é possível consultar o PRAC (Programa de
Responsabilidade Ambiental Compartilhada). Veja em
www.prac.com.br.
Em bit.ly/descartevalvolandia,
você encontra endereços em São Paulo para enviar baterias
recarregáveis.
A Drogaria São Paulo (www.drogariasaopaulo.com.br)
também recolhe o material em suas unidades no Estado de São
Paulo. Segundo dados da rede, mais de 70 toneladas de pilhas e
baterias usadas já foram recolhidas.
Armazenamento
O site do Mutirão de Lixo Eletrônico, do governo de São Paulo,
dá dicas para lidar melhor com pilhas e baterias. Uma dica é
utilizar os aparelhos já economizando no uso de energia, já
que isso também custa ao ambiente.
Também é importante não misturar pilhas novas com velhas e não
guardar as antigas dentro de casa. Assim que possível, leve-as
para um posto de coleta, já que vazamentos podem fazer mal à
saúde.
Norma
Em resolução de 1999, o Conama (Conselho Nacional do Meio
Ambiente) estabelece que as pilhas e baterias que contenham em
sua composição certos tipos de substância devem ser entregues,
após o seu esgotamento, pelos usuários aos estabelecimentos
que as comercializam ou à rede de assistências técnicas das
indústrias. Leia sobre a resolução em
bit.ly/pilhasconama.
(AD)
Universidade abre centro para reciclar
DA REPORTAGEM LOCAL
A USP (Universidade de São Paulo) abre
para a população, a partir do dia 1º de abril, o Cedir, um
centro especializado em coleta, reúso e descarte sustentável
de lixo eletrônico. O centro foi aberto para as demandas da
comunidade da USP em dezembro e agora deve atender aos pedidos
de fora da universidade.
O centro fica instalado em um galpão na Cidade Universitária,
em São Paulo, onde os produtos são recebidos, testados,
desmontados e encaminhados para um destino sustentável.
Se o produto ainda funciona, é encaminhado a projetos sociais
-o primeiro lote deve ser enviado ao Centro Cultural São
Paulo. Mas, se não há mais uso, os elementos são separados,
desfigurados (para que informações de disco rígido sejam
apagadas, por exemplo) e enviados para a indústria de
reciclagem.
A professora Tereza Carvalho, coordenadora do projeto, conta
as dificuldades de fazer reciclagem no Brasil: "Não existe
indústria nacional que faça reciclagem de placa, por exemplo."
Ela também afirma que os funcionários do centro estão
conversando com especialistas de diversas áreas para saber,
por exemplo, como diferenciar cada tipo de plástico. Segundo
ela, as empresas que fazem a reciclagem do e-lixo consideram
"sujo" o resíduo encaminhado que mistura mais de um tipo de
material; e, por isso, recebe-se menos.
Os interessados em enviar seus eletrônicos devem ligar para o
helpdesk do Cedir para agendar a entrega pelos telefone 0/
XX/11-3091-6454. O atendimento ocorre de segunda a
sexta-feira, das 8h às 18h. Também é possível fazer o contato
por meio do e-mail
consulta@usp.br. (AD).
fonte: Folha de São Paulo, 24-03.2010
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