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Reciclagem movimenta R$ 8
bilhões mas falta lei
Apesar de ainda não haver um marco
regulatório para a reciclagem, o
Brasil já consegue movimentar R$ 8
bilhões anuais com o setor, gerando
renda a 800 mil catadores, mantendo
cerca de 550 cooperativas e empregando
formalmente 50 mil pessoas em
indústrias destinadas ao
reaproveitamento do lixo seco.
Hoje, a reciclagem atinge cerca de 12%
do lixo urbano – calculado em 61,5
milhões de toneladas por ano –, mais
por esforço dos que abraçaram a causa
do que por incentivo público.
Mesmo assim, pelo sétimo ano
consecutivo o Brasil é campeão mundial
na coleta e reutilização de latinhas
de alumínio, com índice de 96,5% de
aproveitamento do material em 2007. E
é o segundo na reciclagem de garrafas
PET, com 51,3%, contra 62% do Japão.
– A reciclagem vem crescendo, mas
temos muito a avançar resolvendo
gargalos com maior envolvimento das
prefeituras, conscientizando a
população, colaborando com as
cooperativas, sem falar na questão
tributária e na falta de um marco
regulatório – diz André Vilhena,
diretor-executivo da associação
Compromisso Empresarial para
Reciclagem (Cempre).
Vilhena afirma que o Brasil tem sido
referência para outros países em
desenvolvimento.
– Freqüentemente somos visitados por
grupos de fora que querem conhecer o
nosso trabalho – informou.
Em 2007, o Brasil reciclou 11,3
bilhões de latas de alumínio, ou seja,
160,6 mil toneladas. De acordo com a
Cempre, o material é recolhido e
armazenado por cerca de 130 mil
sucateiros.
– A explicação para o aumento da
reciclagem de latinhas está na
eficiência da coleta, que funciona
cada vez melhor, sem interferência do
Estado. – É a autonomia pelas leis do
mercado – explica Renault Castro,
diretor-executivo da Associação
Brasileira dos Fabricantes de Latas de
Alta Reciclabilidade.
O preço da sucata, diz Castro,
acompanha o preço do alumínio no
mercado internacional. Com liga
metálica mais pura, a sucata é
transformada em lâminas destinadas
geralmente à produção de novas latas
ou é empregada na fundição de
autopeças.
Já a garrafa PET gera produtos de
vestuário, tapetes, carpetes, fios de
costura, cerdas de vassouras e
escovas, cordas, placas de trânsito,
entre outros. A estimativa é de que
tenham sido recicladas 230 mil
toneladas de PET em 2007.
Além disso, são reaproveitados 40% do
aço, 20% dos plásticos, 46% do vidro e
38% do alumínio, entre outros
materiais, como o papel.
Fonte: Jornal do Senado
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