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Sandálias recicladas
Material
versátil, o PVC (policloreto de vinila),
utilizado na construção civil, arquitetura,
saneamento básico, brinquedos, revestimento de
carros, entre outras aplicações ganha cada vez
mais espaço no mundo da reciclagem. O exemplo
vem de Juazeiro do Norte (CE), onde empresas
trabalham na reciclagem de PVC para produção
de sandálias
A PVC Indústria e Comércio de Plásticos que
fabrica sandálias a base de PVC reciclado
recebe cerca de 120 toneladas de matéria-prima
por mês, provenientes de depósitos de coletas
seletivas do Norte e Nordeste do país. “A
importância de se reciclar o PVC está na
questão sócio-ambiental, pois evita que o
material se acumule em lixões e aterros
sanitários” salienta Wanderson Sampaio
Gonçalves, diretor comercial da companhia.
Segundo ele, uma das vantagens de se trabalhar
com material reciclado é o baixo custo da
matéria-prima. “Com isso, podemos oferecer
produtos com preço mais acessível à
população”, comenta.
No mercado desde 1998, a empresa produz cerca
de 330 mil pares de sandálias por mês. “Nossas
sandálias sempre tiveram uma excelente
aceitação, principalmente do público de baixa
renda, em função do custo reduzido da sandália
para o consumidor final. Testes realizados
pela empresa mostram que as sandálias chegam a
durar até 60 dias quando usadas diariamente”,
acrescenta Gonçalves.
Há mais de 13 anos no mercado a empresa Inbop
Ltda, que fornece para todo o Brasil, produz
cerca de 10 mil pares por dia. “Nosso modelo
de PVC reciclado chega a durar entre 4 e 5
meses”, comenta Cícero Roberto de Sa Barreto,
supervisor de reciclado injetado da Inbop.
Segundo o executivo, a empresa exporta para o
Paraguai cerca de 60 mil pares de sandálias de
PVC reciclado a cada 15 dias. “Reciclamos
cerca de 1,2 mil toneladas de PVC por ano
oriundos de Recife, Paraíba, Fortaleza e
Bahia. Além disso, reciclamos nossas aparas
que vêm da nossa produção de sandálias com PVC
virgem”, acrescenta.
“A reciclagem de resíduos de PVC para a
produção de sandálias no Brasil além de
contribuir diretamente para que esse material
não sobrecarregue aterros sanitários do país,
possibilita que a população de baixa renda
tenha acesso a um produto de qualidade com
custo acessível”, afirmou Miguel Bahiense
Neto, diretor executivo do Instituto do PVC.
“Além disso a atividade contribui para a
geração de empregos para catadores,
trabalhadores de depósitos de reciclagem,
vendedores, entre outras funções”, completou.
fonte: www.institutodopvc.org
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