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Saiba o que fazer na hora de
descartar seu eletrônico usado
O filme "Wall.E",
que estreiou na sexta-feira (27), dá um alerta para a
quantidade de lixo produzida por uma sociedade extremamente
consumista - a função do simpático robô é compactar esses
itens descartados e organizá-los em pilhas. Um dos fatores que
pode contribuir para o aumento da quantidade de lixo é o
consumo de equipamentos eletrônicos, que são substituídos de
forma rápida por modelos mais atuais: agora o iPhone tem de
ser 3G, o PC precisa de tela sensível ao toque, o aparelho de
DVD deve rodar Blu-Ray, e por aí vai.
Para evitar que o agravamento do problema do lixo, os
consumidores de eletrônicos devem dar um destino adequado a
seus aparelhos obsoletos. Basicamente, quando ainda estão
funcionando eles podem ser doados ou vendidos. E, no caso de
não funcionarem mais, também é possível devolvê-los a alguns
fabricantes para que eles façam a reciclagem adequada.
Retorno
No Brasil, o produto mais fácil de ser devolvido é o telefone
celular: além das fabricantes, muitas operadoras recolhem os
aparelhos. De acordo com a Nokia, 80% dos itens de um aparelho
celular podem ser reciclados. Em seu site, a empresa explica
para onde vão esses produtos reaproveitados: baterias, aço
inoxidável, auto-falantes (os produtos das baterias), jóias,
eletrônicos, aplicações médicas (os componentes), cones de
plástico, cercas plásticas e pára-choques (as capas dos
aparelhos).
Ao contrário do que acontece com os telefones, não é tão fácil
devolver tocadores digitais ou computadores. A Apple,
responsável pelo popular iPod, não tem qualquer iniciativa
nesse sentido no país. E, entre os três fabricantes de
computadores que mais vendem por aqui, apenas a Dell apóia um
programa de coleta.
Para Gleverton De Munno, gerente sênior de assuntos
corporativos da Dell Brasil, a prática de reciclagem de
celulares é mais comum por conta da grande quantidade de
telefones vendidos no país. E, apesar de a prática ainda não
ser popular entre as fabricantes de PC, o executivo diz que a
preocupação ambiental pode ser decisiva no processo de venda.
“O consumidor doméstico ainda prioriza o preço. Mas se houver
empate entre valor e qualidade de uma máquina, a vitória fica
com a empresa verde”, acredita.
A ONG Greenpeace criou em 2006 um ranking dos fabricantes de
eletrônicos que considera, entre outros itens, a atuação das
empresas quando os consumidores não querem mais seus produtos.
Para ter uma boa nota nessa classificação, que teve sua última
edição divulgada na quarta-feira (25), a companhia precisa
recolher e reciclar seus próprios eletrônicos, quando eles se
tornam obsoletos. Veja quais são as empresas de tecnologia
mais verdes, segundo o Greenpeace.
Saiba o que fazer para descartar o lixo eletrônico.
Doe ou Venda
Mesmo que as funções de seu telefone celular sejam limitadas,
é possível que ele atenda perfeitamente às necessidades de
algum amigo, parente, colega de trabalho ou até mesmo
desconhecido (no caso da venda). Segundo especialistas
envolvidos com questões ambientais, uma saída para reduzir o
problema do lixo eletrônico é prolongar ao máximo a vida útil
dos aparelhos, passando-os para frente. Se eles estiverem
funcionando, certamente alguém poderá usá-los.
No caso das doações, você pode ter de fazer uma pesquisa para
descobrir quem gostaria de receber o produto que você não quer
mais. Vale boca a boca (no caso de repassar um tocador
digital, por exemplo) e também buscas na internet (se você
quiser doar itens mais robustos, como um computador ou
impressora).
Se a idéia for vender, uma boa opção é anunciar em sites de
comércio eletrônico como o Mercado Livre. Ao negociar, tome os
devidos cuidados, seguindo sempre as dicas de segurança
anunciadas nessas páginas.
DEVOLVA
Muitos fabricantes de eletrônicos ou operadoras de telefonia
móvel recolhem os eletrônicos já usados, quando os
consumidores não os querem mais - o fato de a empresa pensar
nisso pode ser, inclusive, um diferencial na hora de escolher
as marcas.
Claro
A empresa recolhe em 140 lojas telefones celulares, baterias e
acessórios de qualquer fabricante. Até o segundo semestre, diz
a companhia, todos os pontos de venda no país terão uma urna
coletora, incluindo mais de 3,3 mil de seus agentes
autorizados. Segundo a Claro, todo o fluxo de reciclagem
realizado pela GM&C é monitorado, desde o recolhimento dos
eletrônicos até a destinação final.
Dell
Entre os três principais fabricantes de computador no país,
essa é a única que apóia uma política de coleta de
computadores usados. “Temos a estratégia global de nos
tornarmos a empresa de tecnologia mais verde do mundo, e o
programa de reciclagem faz parte dessa meta”, explica
Gleverton De Munno, gerente sênior de assuntos corporativos.
Economia no consumo de eletricidade e diminuição na emissão de
carbono também estão entre as iniciativas.
Por enquanto, os clientes da Dell que querem doar computadores
(dessa ou de qualquer outra marca) são direcionados à Fundação
Pensamento Digital, que tem a fabricante como parceira. A
partir do segundo semestre, afirmou De Munno ao G1, a empresa
disponibilizará um sistema de coleta que vai até a casa do
consumidor para retirar a máquina usada.
HP
Disponibiliza campanhas sazonais chamadas Trade-in, realizadas
em grandes lojas de varejo. Com ela, equipamentos usados de
qualquer marca ou modelo podem ser revertidos em descontos na
compra de impressoras, multifuncionais e scanners da HP. O
abatimento no preço chega a R$ 300.
A empresa também tem uma política de recolhimento de cartuchos
para clientes corporativos. Quando reciclados, diz a HP, eles
podem ser utilizados na produção de peças automotivas,
bandejas para microprocessadores e telhas de cobertura.
Motorola
Os clientes dessa empresa podem devolver seus aparelhos e
baterias em assistências técnicas autorizadas. Entre os
motivos para a reciclagem divulgados pela empresa estão: evita
a extração de metais e elementos químicos, somente nos Estados
Unidos cerca de 100 milhões de celulares entram em desuso
anualmente e a cada segundo cerca de 23 celulares são
fabricados ao redor do mundo.
Nokia
Os usuários de telefones dessa fabricante podem entregar seus
telefones, baterias e acessórios para as assistências técnicas
listadas aqui. Na seção de reciclagem de seu site, a empresa
afirma que 80% de um telefone celular pode ser reciclado.
Sony Ericsson
Empresa de tecnologia mais verde, segundo o ranking do
Greenpeace, a Sony Ericsson recolhe telefones celulares em
grandes magazines ou assistências técnicas autorizadas. Para
saber quais os endereços, o consumidor pode solicitar essa
informação on-line ou ligar para (011) 4001-0444.
TIM
Em todo o país, as lojas e revendas exclusivas da operadora
recolhem aparelhos celulares, baterias e acessórios, que
recebem destinação “de acordo com as normas ambientais”.
Alguns Estados (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e
Paraná) têm também o programa Papa-Pilhas, que deve ser
expandido para o resto do Brasil até o final do ano.
Desenvolvido em parceria com o Banco Real, ele é mais
abrangente: aceita também pilhas, telefones sem fio e laptops,
além dos outros itens já citados.
Vivo
A operadora tem 3,4 mil pontos de venda e revenda que aceitam
celulares, acessórios e baterias. Os itens recolhidos são
encaminhados para um descarte apropriado e, segundo a empresa,
o recurso obtido com esses eletrônicos vai para o Instituto
Vivo. A Belmont Trading, empresa responsável pela coleta,
triagem e descarte, afirma que 80% dos aparelhos são
reciclados e 20% são revendidos em outros países.
Fonte: Juliana Carpanez (G1)
Fonte:
www.reciclaveis.com.br
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