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Pão de Açúcar implanta
reciclagem de óleo de cozinha em Taubaté |
A rede Pão de
Açúcar traz para Taubaté, o programa de reciclagem de óleo de
cozinha, através das Estações de Reciclagem Pão de Açúcar
Unilever. O projeto faz parte do programa de sustentabilidade
no consumo e teve início em junho de 2007, em nove lojas da
cidade de São Paulo. Devido ao sucesso e aceitação do público,
foi ampliado para todas as lojas da capital e começa a chegar
às unidades do interior, entre elas Taubaté.
As estações de reciclagem também recebem plásticos, papéis,
metais, alumínios e vidros. A arrecadação do óleo de cozinha é
feita em processo semelhante ao que acontece com outros
resíduos. Para cada tipo de material - papel, metal, vidro e
plástico - estão disponíveis contêineres coloridos. O mesmo
acontece para a arrecadação do óleo, que deve ser guardado
pelos consumidores em garrafas e ser depositado no contêiner
marrom.
Diferentemente de outros processos de reciclagem de óleo que
transformam o material em detergente (sabão ou sabonete), o
óleo arrecadado nas Estações de Reciclagem Pão de Açúcar
Unilever é encaminhado às cooperativas recicladoras de lixo
cumprindo também uma função social, com geração de trabalho e
renda. Das cooperativas, o material segue para uma empresa
especializada e credenciada para transformá-lo em
biocombustível (biodiesel). Com isso, além de conduzir o óleo
vegetal de volta ao sistema produtivo, a ação evita a extração
de combustíveis fósseis, não renováveis.
Lançado há seis anos em caráter pioneiro, o programa "Estações
de Reciclagem Pão de Açúcar Unilever" já recebeu, desde o seu
lançamento, em 2001, vinte mil toneladas de material,
incluindo plásticos, papéis, metais, alumínios e vidros. Por
mês, somados os 92 pontos de coleta presentes em 26 cidades
brasileiras, o programa recebe, em média, 400 toneladas de
resíduos.
Sobre o óleo
Cada litro de óleo despejado no esgoto tem capacidade para
poluir cerca de um milhão de litros de água. Além disso, essa
contaminação encarece o processo de tratamento de água e
prejudica o funcionamento das estações. O acúmulo de óleos e
gorduras nos encanamentos pode causar entupimentos, refluxo de
esgoto e até rompimentos nas redes de coleta. Para retirar o
produto e desentupir os encanamentos são empregados produtos
químicos altamente tóxicos, o que acaba criando uma cadeia
perniciosa. Fora da rede de esgoto, a presença de óleos nos
rios cria uma barreira que dificulta a entrada de luz e a
oxigenação da água, comprometendo assim, a base da cadeia
alimentar aquática e contribui para a ocorrência de enchentes.
Biodiesel
Combustível biodegradável derivado de fontes renováveis, que
pode ser obtido por diferentes processos tais como o
craqueamento, a esterificação ou pela transesterificação. Esta
última, mais utilizada, consiste numa reação química de óleos
vegetais ou de gorduras animais com o álcool comum (etanol) ou
o metanol, estimulado por um catalisador.
O biodiesel feito com óleo de cozinha segue as seguintes
etapas:
• Decantagem e filtragem do óleo para eliminação de impurezas.
• Após limpo, o óleo é colocado em um reator de inox, onde é
feito a reação com álcool (etanol ou metanol) e um catalisador
(potassa cáustica ou metilato de sódio). Esta reação ocorre
entre 2 e 3 horas.
• Reação concluída o produto é colocado em tanque e após
descanso, ocorre a separação das fases (biodiesel e
glicerina).
• Por um sistema de drenagem é extraído o biodiesel.
• O biodiesel retirado vai para outro tanque com agitação onde
é adicionada terra filtrante e clarificante.
• Em outro tanque o biodiesel passa por um filtro prensa para
retirada da terra e outras impurezas, terminando assim o
processo.
Fonte: Diário de
Taubaté - SP
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