|
Corporações disponibilizam
publicamente “patentes ecológicas”
Por Redação
do CEBDS |
As patentes empenhadas ao “Eco-Patent Commons”, como foi
denominado, apresentam inovações concentradas nas questões
ambientais e também em processos industriais ou de negócios em
que a solução fornece um benefício ambiental. Por exemplo, uma
empresa pode empenhar uma patente para um processo industrial
que reduza a geração de resíduos perigosos, ou o consumo de
energia e água. Já uma outra poderá compreender uma solução de
compra ou logística que possa reduzir o consumo de
combustível.
O portfólio do "Eco-Patent Commons" está disponível em um
website público e exclusivo para esse fim, hospedado pelo
WBCSD (http://www.wbcsd.org/web/epc).
“O Eco-Patent Commons oferece uma oportunidade de liderança
única e significativa para as empresas fazerem a diferença,
compartilhando as suas inovações e soluções em defesa do
desenvolvimento sustentável”, disse o presidente do WBCSD,Bjorn
Stigson. “O Eco-Patent Commons também oferece uma oportunidade
para as empresas e outras entidades identificarem áreas de
interesse comum e estabelecerem novos relacionamentos que
possam levar a um desenvolvimento nas tecnologias patenteadas
e em outras áreas”.
Os exemplos dos benefícios ambientais esperados para essas
patentes incluem:
• A conservação de energia ou melhorias na eficiência
energética ou de combustíveis
• A prevenção da poluição (redução de fontes geradoras e de
resíduos)
• O uso de materiais ou substâncias ambientalmente preferíveis
• A redução no uso da água ou de materiais
• Ampliação das oportunidades de reciclagem
“A inovação para tratar de questões ambientais exigirá tanto a
aplicação de tecnologia como também novos modelos para o
compartilhamento da propriedade intelectual entre empresas em
diversos segmentos de mercado”, disse o vice-presidente sênior
e diretor da IBM Research, John E. Kelly III. “Como líder em
patentes nos EUA por 15 anos consecutivos, com 3.125 patentes
publicadas em 2007, a IBM está entusiasmada em disponibilizar
suas patentes e colocá-las a serviço do meio-ambiente. Além de
permitir que novos participantes se comprometam com a
preservação ambiental, a livre troca de propriedade
intelectual acelerará o trabalho no próximo nível de desafios
ambientais. Nós encorajamos fortemente outras empresas a
contribuir para o Eco-Patent Commons”.
A associação ao Eco-Patent Commons é aberta a todos os
indivíduos e empresas que contribuam com uma ou mais patentes.
Fica a critério de cada organização a seleção e a submissão
das patentes a serem empenhadas. As empresas fundadoras e o
WBCSD convidam outras empresas interessadas a se tornarem
membros e a participarem desta iniciativa promovendo a
inovação e a colaboração para ajudar a proteger o planeta.
O Eco-Patent Commons foi originalmente proposto na conferência
Global Innovation Outlook (GIO) da IBM, que reuniu centenas de
líderes empresariais, políticos, acadêmicos e de entidades sem
fins lucrativos para discutir desafios sociais e de negócios,
demonstrando o poder e os benefícios de modelos de inovação
colaborativa e aberta.
“Este é o momento para as empresas unirem esforços para
proteger o ambiente mais eficazmente, ao invés de tentar
solucionar as questões sozinhas. Nós realmente acreditamos que
este esforço conjunto representará um passo significativo e
ajudará a transferir idéias e tecnologias inovadoras entre os
diversos segmentos de mercado e além das fronteiras dos países
desenvolvidos. Estamos entusiasmados para lançar essa
plataforma e compartilhar tecnologias que resultarão em
mudanças positivas no meio-ambiente”, afirmou o gerente geral
do departamento de Responsabilidade Social Coportativa da
Sony, Hidemi Tomita.
Para o diretor de Propriedade Intelectual da Nokia, Donal O’Connell,
as questões ambientais têm grande potencial para ajudar a
descobrir a próxima onda de inovações, já que induzem a pensar
diferentemente sobre como fazer, consumir e reciclar.
Fonte:
Envolverde
|