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Descarte de celulares joga US$ 63
milhões por ano no lixo
Mais de 100
milhões de aparelhos celulares são descartados anualmente
no mundo. Com valor médio de US$ 0,63 em ouro por
aparelho, o total de celulares descartados por ano
renderia, apenas na recuperação desse metal, US$ 63
milhões (sem considerar o custo de extração do metal
precioso). Apesar disso, somente uma pequena parte desses
aparelhos são reaproveitados.
A responsável pela pesquisa, a ReCellular, maior empresa
do ramo, entretanto, recolheu em 2007 apenas 6,03 milhões
de aparelhos, pouco mais de 6% do total descartado,
desempenho bastante distante da média das concorrentes.
Papel ou plástico
"Infelizmente muitas pessoas ainda não sabem que telefones
celulares podem ser reciclados", diz o fundador e
executivo-chefe da ReCellular, Chuck Newman. "Em última
instância, queremos que os consumidores pensem
automaticamente na reciclagem de celulares, como hoje
fazem com vidro, papel e plásticos", completou.
A oportunidade para empresas como a ReCellular, portanto,
é grande e lucrativa. A empresa, que opera inclusive no
Brasil, reciclando aparelhos para a Vivo, estima que 1
tonelada de circuitos de celulares usados é mais rica em
ouro do que uma tonelada de minério extraído de uma mina
desse metal.
Segundo a ReCellular, 1.000 quilos de circuitos usados
contêm cerca de 300 gramas de ouro, enquanto uma tonelada
de minério tem apenas em média 5 gramas. Para operadoras
como a Vivo, o atrativo de se promover a reciclagem é no
ganho em imagem de empresa ambientalmente responsável.
Poupando energia
Segundo a ReCellular, apenas para produzir os 6 milhões de
telefones que recolheu em 2007, é necessário usar energia
suficiente para iluminar 11,4 mil lares por um ano, além
de emitir na atmosfera cerca de 10 mil toneladas de gases
do efeito estufa.
Essa mesma energia equivalente àquela gerada pela queima
de 17,1 milhões de litros de gasolina, combustível
suficiente para que um carro comum rode 144 milhões de
quilômetros, pouco mais que a distância entre a Terra e o
Sol.
Fonte: G1
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