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Thiago Cássio d´Ávila
Araújo (*)
"Adeus Ano Velho, Feliz Ano Novo", e que o Meio
Ambiente possa literalmente gozar
de vida nova "no ano que vai nascer".
The International Year of Planet Earth (2007–2009):
Earth Sciences for Society, como se vê, na verdade
é um projeto que comporta um triênio. Porém, pela Sessão
Plenária de 22 de dezembro de 2005, a Organização das
Nações Unidas (ONU) elegeu 2008 como "O Ano do Planeta",
o que representa, mundialmente, um marco histórico
importantíssimo para um direcionamento enérgico das
ações humanas em favor da preservação ambiental, da
conservação dos recursos naturais e da qualidade de
vida.
Os cientistas fundadores do "International Year of
Planet Earth" declararam ter procurado apoio da ONU,
para estimular políticos e governantes dos 191 países
congregados à ONU a usarem as "Ciências da Terra" como
meio de desenvolvimento sustentável
em seus países, além de induzi-los a reportarem à
própria ONU os progressos realizados, e também para
conferir credibilidade à iniciativa, facilitando a
participação de doadores e patrocinadores para os
objetivos a serem alcançados.
Aliás, para receber tais doações e patrocínios, foi
criada uma pessoa jurídica sem fins lucrativos, conforme
legislação do Delaware State, nos Estados Unidos da
América. Espera-se por colaboração financeira vinda de
indústrias privadas multinacionais, instituições
intergovernamentais multinacionais, bancos de
desenvolvimento, organizações científicas, governos
locais, regionais e nacionais, organizações
não-governamentais, fundos de caridade, solicitação
direta de pequenas contribuições de indivíduos pela
internet e demais doadores.
O "Ano Internacional do Planeta Terra" é um projeto
científico grandioso e ambicioso. Congrega doze
importantíssimas organizações fundadoras, que são: 1. "International
Union of Geodesy and Geophysics" (IUGG); 2. "International
Geographical Union" (IGU); 3. "International Union of
Soil Sciences" (IUSS); 4. "International Lithosphere
Programme" (ILP); 5. "Geological Survey of the
Netherlands TNO" (TNO); 6. "The Geological Society of
London" (GSL); 7. "International Soil Reference and
Information Centre" (ISRIC); 8. A consortium of the "International
Association of Engineering Geologists and the
Environment" (IAEG), the "International Society of Rock
Mechanics" (ISRM) and the "International Society of Soil
Mechanics and Geotechnical Engineering" (ISSMGE); 9. "International
Union for Quaternary Research" (INQUA); 10. "American
Geological Institute" (AGI); 11. "American Association
of Petroleum Geologists" (AAPG); 12. "American Institute
of Professional Geologists" (AIPG).
Além desses sócios-fundadores, conta-se ainda com a
presença de mais 25 instituições científicas associadas,
sem falar que mais de 44 países, através de suas
comunidades geocientíficas, manifestaram apoio ao
projeto, por declarações escritas.
Dentre uma variada gama de objetivos, o "Ano
Internacional do Planeta Terra" busca: reduzir riscos
para a sociedade, através do conhecimento atual e de
novas pesquisas; reduzir problemas de saúde da
Humanidade, melhorando-se os aspectos médicos das
ciências; descobrir novos recursos naturais e torná-los
exploráveis em um modo sustentável; construir estruturas
mais seguras; determinar o grau de participação humana
nos fatores de mudança climática; melhorar a compreensão
das condições do fundo do mar, relevantes para a
evolução da vida; estimular nas sociedades os interesses
pelas ciências; expandir o número de estudantes de
ciências; aumentar os orçamentos para pesquisas; e
promover exposição e aplicação das geociências.
O "Ano Internacional do Planeta Terra" objetiva ainda
demonstrar as grandes realizações no campo das
geociências e apressar a aplicação de tais
conhecimentos, por políticos e formadores de opinião, em
benefício da Humanidade. Evidentemente, as ações
ambientais se dirigirão também aos eleitores, para que
cada vez mais a questão ambiental passe a ser decisiva
na escolha de governantes e parlamentares.
O sucesso do "Ano do Planeta" depende, evidentemente,
dos países que compõem a Ordem Internacional. Cada país
do globo terrestre deve participar. "National
implementation of the Year of Planet Earth is essential
for its success", como bem escreveu Eduardo F.J. de
Mulder, Chair of the Management Team of the
International Year of Planet Earth e ex-presidente
da IUGS (International Union of Geological Sciences).
Evidentemente, Mulder se referiu aos Comitês Nacionais
do próprio projeto "Year of Planet Earth". Penso que
será fundamental que tais Comitês Nacionais recebam
apoio, inclusive financeiro, no âmbito interno dos
países, numa necessária união de propósitos e atuações,
congregando Governo, iniciativa privada, terceiro setor
e sociedade em geral. "Every country is encouraged
to create such a committee", reza o "Prospectus
and Business Plan - International Year of Planet Earth:
Earth Sciences for Society", publicado em dezembro
de 2006.
Vale lembrar que a ONU apontou a "United Nations
Educational, Scientific and Cultural Organization"
(UNESCO) para estar à frente do projeto, juntamente com
a IUGS, por óbvio.
No Brasil, o "Ano do Planeta" gerou uma importante
iniciativa. Em campanha publicitária da NEOGAMA/BBH foi
divulgada recentemente a criação do "Banco do Planeta"
no âmbito do "Banco Bradesco S.A" para programas de
responsabilidade sócio-ambiental. Outras instituições
financeiras, públicas e privadas, certamente irão
apresentar variadas iniciativas, igualmente relevantes,
durante o ano de 2008, de maneira que, acredito, a
injeção de capital privado em medidas ambientais cada
vez mais crescerá. Aliás, o que me chama a atenção é o
engajamento cada vez maior de empresas públicas,
sociedades de economia mista, empresas privadas e
pessoas jurídicas sem fins lucrativos, na questão
ambiental. Por exemplo, no Brasil, as promoções do "Ano
Internacional do Planeta Terra" (AIPT) recebem apoio da
Petrobras e da Academia Brasileira de Ciências.
O Poder Público também não ficará de fora, por óbvio. O
Congresso Nacional realizará uma sessão solene no mês de
abril para tratar do assunto.
Está também previsto um seminário técnico-científico com
representantes dos países da América Latina, a ocorrer
entre os dias 21 e 25 de abril.
Além disso, vários eventos de natureza ambiental deverão
ocorrer no Brasil e no mundo para promover o "Ano
Internacional do Planeta Terra", assim como as "Ciências
da Terra".
Enfim, o "Ano do Planeta" é na verdade uma forma
criativa de arrecadar fundos para pesquisa científica,
propagar idéias sustentáveis com embasamento científico
e fazer despertar a consciência ambiental global.
Ao Meio Ambiente, Feliz 2008!
fonte: www.ambientebrasil.com.br
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