76% de resíduos acabam em lixão e
sustentam catadores
O presidente
da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, deputado
Luiz Couto (PT-PB), afirmou que os lixões a céu aberto
acumulam 76% de todo o lixo produzido no Brasil,
contaminam os lençóis freáticos, espalham doenças, mas
sustentam milhares de famílias em todo o Brasil. Ele
participou de audiência pública sobre a situação de
famílias que vivem nos lixões.
O diretor de Ambiente Urbano do Ministério do Meio
Ambiente, Silvano Silvério, afirmou que o projeto da
Política Nacional de Resíduos Sólidos, apresentado pelo
governo federal em setembro deste ano, inclui a
responsabilidade das empresas produtoras por recolher
seus resíduos e providenciar sua reciclagem, mas prevê a
contratação dos catadores pelas indústrias responsáveis
pelos resíduos.
Silvério informou que, dos 34 mil catadores de material
reciclável, só 1.300 estão organizados em cooperativas
com capacidade para reciclagem. Outros 7.700 estão em
cooperativas que precisam de recursos financeiros para
comprar equipamentos e 25 mil não têm nenhum tipo de
organização.
Capacitação de catadores
A gerente de Resíduos Sólidos do Ministério das Cidades,
Nádia Araújo, informou que o comitê interministerial
criado no ano passado para tratar de resíduos sólidos
tem R$ 169 milhões para serem aplicados, em quatro anos,
na capacitação de 175 mil catadores de lixo e na
implementação de 244 unidades básicas de reciclagem.
Esse projeto começou com os catadores de papel, em
Brasília, na Esplanada dos Ministérios, e conta com 217
órgãos participando do programa de reciclagem em 1.400
municípios. Os recursos vão servir também para
implementar 244 unidades básicas de reciclagem.
O secretário nacional de Saneamento Ambiental do
Ministério das Cidades, Leodegar Tiscoski, disse que, no
Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), estão
previstos mais R$ 50 milhões para o tratamento de
resíduos sólidos, além de R$ 300 milhões para
financiamento de aterros sanitários com recursos do
FGTS.
O deputado Sarney Filho (PV-MA) lembrou o exemplo
brasileiro da reciclagem de latas de alumínio, que no
Brasil chega quase a 100% e que deve ser estendido para
as garrafas plásticas do tipo PET e sacolas de plástico.
Esses materiais representam atualmente 16,5% do total do
lixo brasileiro.
Fonte: Karla Alessandra (Rádio Câmara)
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