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geral sobre o tema sucatas e reciclagem. Feiras e eventos
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Projeto proíbe garrafas PET em SP
Projeto de
lei do governo de São Paulo obriga as empresas que
produzem e comercializam água mineral, refrigerantes e
outras bebidas a abolir o uso das garrafas plásticas,
conhecidas como PET, num prazo de seis anos. Fabricantes
de cerveja que passarem utilizar o plástico antes de a
medida entrar em vigor terão um ano para se adequarem à
lei
O polêmico documento deve ser enviado à Assembléia no
início de 2008, segundo o secretário do Meio Ambiente,
Xico Graziano. "A poluição por resinas plásticas é
responsável por inúmeros prejuízos ao ambiente, à saúde
e à segurança da população. Praticamente todas as áreas
urbanas do país convivem com inundações, provocadas pelo
assoreamento de valas, rios e canais e pelo entupimento
de galerias pluviais, em muito relacionadas diretamente
ao descarte irresponsável de lixo plástico", diz o
texto.
Dados da Abir (associação das indústrias de
refrigerantes) mostram que o PET domina o mercado, com
79,9% das embalagens (em dezembro de 2006). O vidro tem
12,3% e a lata, 7,8%.
O consumo de plástico para embalar bebidas tem crescido
ano a ano. Passou de 80 mil toneladas, em 1994, para 374
mil, em 2005 - 367,5% a mais -, segundo a Abipet
(Associação Brasileira da Indústria do PET). A
reciclagem desse material foi de 18,8%, em 1994, para
51,3%, em 2006.
Para o presidente da Abipet, Alfredo Sette, a lei
acabará com a indústria de PET. Ele diz que o problema
não é o plástico em si, que pode ser totalmente
reciclado, mas a falta de educação ambiental e a coleta
de lixo ineficiente. "A tendência de crescimento da
reciclagem não está interrompida. Há pontos ociosos
porque não se coletam garrafas suficientes."
Segundo ele, enquanto, no Brasil, o consumo de
embalagens PET é de 2,9 kg/habitante, na Bélgica, chega
a 8,8.
Para o ambientalista Fábio Feldman, o uso do plástico
precisa ser desestimulado. Mas ele afirma que o governo
deveria instituir metas de reciclagem e usar
instrumentos econômicos para priorizar os produtos que
poluem menos, em vez de simplesmente proibir o uso.
"Não conheço lugar no mundo em que haja proibição tão
drástica. Deveria ser feita uma análise do ciclo de vida
dos produtos. Quem tiver menor impacto ambiental deveria
ser beneficiado com redução de tributos, por exemplo",
diz.
Segundo o governo, a fabricação das resinas plásticas
provoca grande quantidade de gases que agravam o efeito
estufa. Além disso, o PET demora centenas de anos para
se degradar.
Um argumento a favor do plástico é sua leveza. Para
transportar um material mais pesado, como vidro, são
necessários mais caminhões - e estes também poluem o
ambiente.
Para o presidente da Abinam (Associação Brasileira da
Indústria de Águas Minerais), o geólogo Carlos Alberto
Lancia, a lei vai beneficiar "três ou quatro grandes
empresas" e vai concentrar o mercado nas mãos de poucos.
"Vamos voltar ao que era na década de 60. Uma fábrica
para produzir embalagens de vidro custa milhões. E é
preciso muito mais estrutura para coletar garrafas
retornáveis."
fonte:
www.ambientebrasil.com.br
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