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"A Associação Brasileira das Indústrias de Nãotecidos e
Tecidos Técnicos (Abint) vem a público demonstrar sua
preocupação para com a reciclagem responsável do
Polietileno Tereftalato (PET), utilizado amplamente como
embalagem de alimentos e um dos plásticos mais
reciclados do País
Apesar dos baixos números de coleta seletiva no País, as
indústrias brasileiras de nãotecidos e tecidos técnicos
recicla a totalidade do PET coletado no Brasil,
transformando-o em nãotecidos, carpetes, tapetes,
cobertores, edredons e travesseiros. Trata-se de um
processo aprovado e sem riscos à saúde. Hoje, a
indústria têxtil é a maior recicladora deste plástico e
está, inclusive, com capacidade ociosa para reciclar
este plástico.
Assim sendo, pode-se dizer que o aumento da reciclagem
de PET no Brasil não se dará com a ampliação do uso
final desse PET reciclado, mas sim com o aumento da
coleta seletiva. O País não conta hoje com um programa
de gestão de resíduos e, com isso, o PET que não é
coletado acaba indo parar no lixo comum ou então,
poluindo o meio ambiente. Com o aumento da coleta e
reciclagem, além da proteção ao meio ambiente, muitas
pessoas poderiam se beneficiar com mais emprego e renda.
Recentemente, uma nova aplicação ao PET reciclado foi
aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
– o uso na fabricação de embalagens de alimentos e
bebidas, processo este que demanda a descontaminação
deste plástico.
A Abint compreende que a reciclagem deste plástico para
ser usado na indústria de alimentos e bebidas pode
colocar em risco a saúde e a segurança do consumidor,
além de não solucionar a questão central do problema da
reciclagem deste e de outros plásticos: a falta de
coleta seletiva no Brasil.
O PET, nos lixões, fica em contato com metais pesados,
considerados perigosos à saúde. Com isso, sua aplicação
de volta á indústria alimentícia é altamente complexa,
cara e exigirá sistemas rigorosos de controle e de
fiscalização para banir todo e qualquer risco de
contaminação.
A Abint enxerga que qualquer possibilidade, por menor
que seja, deste plástico voltar contaminado para o
contato de alimentos põe em risco a saúde e a segurança
do consumidor, além de comprometer a imagem dos
plásticos como produto apropriado para o segmento de
embalagens para alimentos.
Como legítima representante da indústria que mais
recicla PET no país, a Abint defende o desenvolvimento
de uma política de gestão de resíduos, além do aumento
da reciclagem. Mas, para isso, é mais que necessário que
seja ampliada a coleta seletiva.
O que é nãotecido?
Trata-se de uma estrutura plana, flexível e porosa,
constituída de véu ou manta de fibras ou filamentos.
Podem ser divididos em duráveis (como revestimento
interno de automóveis, base de carpete, geotêxtil,
coberturas agrícolas, entretelas para confecção, por
exemplo), semiduráveis (panos de limpeza) e descartáveis
(absorventes, fraldas, lenços umedecidos, roupas
descartáveis para a área médico-hospitalar, como toucas,
máscaras, aventais, jalecos, calças entre outros).
São consolidados por processo mecânico (fricção) e/ou
químico (adesão) e/ou térmico (coesão) e combinação
destes processos. As fibras/filamentos podem ser
artificiais (viscose, vidro, silicone), naturais (lã,
algodão, coco, sisal), sintético (poliéster,
polipropileno, poliamida, polietileno).
O que é tecido técnico?
Os tecidos técnicos são produtos com performance muito
bem determinada, para fins técnicos específicos, visando
praticidade, segurança, economia e durabilidade
definida. São constituídos de fibras, fios ou filamentos
sintéticos ou artificiais. Os tecidos técnicos têm como
exemplos de aplicativos finais os big-bags, lonas
arquitetônicas e de decoração, lonas de proteção para
cargas, lonas para piscina infantil, aqüicultura, cintos
de segurança, filtros, compósitos para coletes e
blindagem de veículos, barreiras infláveis e contentores
de poluição marítima, air bags, roupas de segurança,
esteiras e cintas de amarração e de elevação, e outros
mais. Assim, os tecidos técnicos têm esta denominação
porque, necessariamente, possuem uma performance técnica
definida e bem diferente da dos tecidos utilizados nos
seguintes quatro segmentos: cama, mesa, banho e
vestuário.
Informações adicionais: www.abint.org.br
fonte: Yellow Comunicação
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