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China sofre com lixo eletrônico
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China tem sofrido com o crescimento de estações de reciclagem
de lixo eletrônico, o e-lixo. O ar tem um cheiro ácido vindo
de fornos das casas que derretem fios para recuperar cobre e
cozinham placas mãe para liberar ouro
Os trabalhadores migrantes usam roupas esfarrapadas e quebram
tubos de imagem a mão para recuperar vidro e partes
eletrônicas, liberando até 3 Kg de poeira no ar.
Por cinco anos, ambientalistas e a mídia têm alertado para o
perigo enfrentado por trabalhadores chineses que desmancham
lixo eletrônico. Ainda assim, pouco está sendo feito para que
esta prática em relação ao e-lixo mude. Na verdade, o problema
só tem piorado em função da contribuição da própria China.
A China produz hoje mais de 1 milhão de toneladas de e-lixo
por ano, disse Jamie Choi, ambientalista do Greenpiace China,
em Pequim. São cerca de 5 milhões de aparelhos de televisão, 4
milhões de geladeiras, 5 milhões de lavadoras de roupa, 10
milhões de celulares e 5 milhões de PCs. "A maioria do lixo na
China vem de outros países, mas a quantidades de e-lixo
doméstico está crescendo", disse.
O negócio é movido por economia pura. Para o ocidente, onde
regras de descarte são fortes, é 10 vezes mais barato enviar o
lixo para outros países. Na China, migrantes pobres vindos do
interior arriscam sua saúde por pouco dinheiro, sendo
explorados por empresários.
Acordos internacionais e regulamentos europeus proibiram a
exportação de eletrônicos velhos para a China, mas furos na
lei - e às vezes subornos - permitem os países a contornar os
requisitos. Apenas uma pequena parcela dos eletrônicos voltam
para fabricantes, como Dell e HP para reciclagem segura.
Mais de 90% do lixo acaba em depósitos com nenhum padrão
ambiental, onde máquinas de retalhar, incêndios, banhos de
ácido e fornos são utilizados para recuperar ouro, prata,
cobre e outros metais valiosos enquanto gases tóxicos são
expelidos no ar e químicos nos rios.
Números precisos sobre o mercado sem regulamentação são
difíceis de conseguir. Entretanto, especialistas concordam que
é um problema de país em desenvolvimento. Eles estimam que
cerca de 70% dos 20 a 50 milhões de toneladas de lixo
eletrônico produzido globalmente cada ano é jogado na China. O
resto vai para a Índia e nações africanas pobres.
fonte: www.terra.com.br |