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Vidro e longa
vida são rejeitados por catador
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“Para
nós, comprar o vidro, quebrar, embalar e mandar para fora não
vale à pena. E para o catador também. O quilo do vidro sai por
R$ 0,02, então o cara não vai puxar 100 quilos para tirar R$
2,00”
Perfeitas para armazenar alimentos, desprezadas pelos
coletores de recicláveis. Menos de um terço das embalagens
longa vida, também conhecidas como embalagens cartonadas ou
multicamadas, produzidas são recicladas. A maioria acaba indo
direto para o aterro sanitário. O preço de mercado da tonelada
de embalagem longa vida é baixo. Como são muito volumosas e
leves acabam não sendo recolhidas pelos catadores. O peso
também é o problema do vidro. O valor da tonelada também é
pequeno e como o produto é pesado, não compensa para os
coletores levarem o produto.
Para Jadson de Oliveira, empresário do setor de recicláveis
especializado na compra e venda de plástico, comercializar os
dois produtos não compensa financeiramente.
Já no caso das embalagens cartonadas, o que atrapalha é o
volume. “Elas ocupam muito espaço nos carrinhos e são leves
demais. Como o peso é por quilo também não compensa”, observa.
Outra dificuldade das embalagens cartonadas é que tecnologia
empregada para a sua reciclagem surgiu apenas recentemente. As
embalagens longa vida são compostas por 75% de papel, 20% de
plástico e 5% de alumínio. Tudo o que a compõe pode ser
reciclado. A grande dificuldade é conseguir separar as suas
várias camadas.
Segundo a Tetra Pak, empresa que desenvolveu este tipo de
embalagem, a cada ano são colocadas no mercado paranaense 500
milhões de embalagens longa vida e apenas 32% deste total é
reciclado. A maior parte acaba indo direto para os aterros
sanitários e os lixões.
Em Bauru (interior de SP), toda a embalagem longa vida que vai
para a reciclagem, é recolhida Central de Reciclagem do Jardim
Redentor. Mensalmente chega ao depósito 1,8 tonelada destas
caixas. No local, elas são prensadas e transformadas em
fardos. Este produto é vendido para um outro ferro velho, que
pagar R$ 170,00 por cada tonelada. Para vender diretamente à
indústria que faz a reciclagem, seria necessário juntar 10
toneladas de embalagens.
Com o vidro acontece a mesma coisa. Todos os meses chegam
cerca de oito toneladas de vidro, que são ensacados e
vendidos. Como não vende diretamente aos recicladores, a
cooperativa consegue R$ 80,00 pela tonelada. Para conseguir
comercializar diretamente com a empresa que faz o produto
final, a cooperativa teria que coletar 15 toneladas de vidro.
Postos de coleta
A coleta seletiva da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma)
já atinge a maior parte dos bairros de Bauru. Porém, ainda não
cobre toda a cidade. De acordo com o chefe da coleta seletiva
da secretaria, João Fermino, a pasta mantém distribuídos pela
cidade alguns pontos. Na Vila Samaritana, existe um posto
voluntário na avenida Comendador José da Silva Martha, num
condomínio residencial fechado.
Outro ponto está na Sociedade Hípica Bauru, na avenida José
Henrique Ferraz, 7-15, na Vila Tentor. Na Vila Independência a
Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Chapeuzinho
Vermelho mantém outro posto de coleta e o quarto está na Emei
Franisco Gabrieli Neto, na rua Cuba 7-80, também na Vila
Independência.
Reciclagem
A maioria das indústrias de reciclagem de caixas de longa vida
consegue separar o papel, depois de triturar e processar as
embalagens. O restante do material, uma mistura de alumínio e
plástico, são utilizados para a fabricação de telhas para a
construção civil e peças plásticas, como cabos de pá,
vassouras, coletores e outros.
Atualmente foi desenvolvido um processo que consegue separar o
plástico do alumínio, utilizando um canhão de plasma. A
tecnologia, que foi desenvolvida no Brasil, consiste num
reator de calor intenso, que atinge os 700º, onde o plástico
evapora em forma de compostos de carbono e é depois condensado
em uma espécie de parafina utilizada na indústria
petroquímica. Já o alumínio se funde e é transformado em
lingotes, que voltam a ser utilizados nas empresas que
trabalham com o metal.
fonte: www.jcnet.com.br
fonte:
www.setorreciclagem.com.br
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