|
Professor
usa recicláveis para ensinar matemática
|
Ensino de
matemática e reciclagem de lixo. Apesar de inicialmente não
terem relação entre si, um professor de matemática e aluno de
mestrado da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes)
provou o contrário
Desde maio deste ano, Hélio Henrique Marchiori vem
desenvolvendo, na Escola Serrna de Ensino Fundamental, no
município da Serra, um trabalho que visa a criação de objetos
que auxiliam no ensino da disciplina, a partir de materiais
reciclados.
O projeto é feito em parceria com os professores de matemática
que lecionam para a 5ª série. Garrafas pet e embalagens de
leite viram peças para o estudo do sistema de unidades de
medida. Já palitos de picolé e percevejos são transformados em
triângulos, quadriláteros e auxiliam nos estudos de ângulos.
Palitos de fósforo e tampinhas de refrigerante podem se
transformar em jogos de raciocício lógico, enfim, tudo pode
ser reutilizado.
Toda semana, os cerca de 70 alunos são orientados a fazer a
separação do lixo domiciliar juntamente com os familiares. Nas
sextas-feiras, os estudantes levam todo o material recolhido
para a escola, onde os professores fazem uma nova coleta para
ver o que pode ser utilizado para o laboratório.
O trabalho é desenvolvido duas vezes na semana. Em um dia, o
professor monta o laboratório de matemática e no dia seguinte
vai para a sala de aula estudar os conteúdos com o material
reciclado. Marchiori contou que a motivação dos estudantes é
visível. "A auto-estima do aluno é maior com o trabalho
concreto do que apenas com o aprendizado por meio de livros
didáticos. A interação entre os alunos e a motivação para
estudar matemática também aumentou".
Marchiori explicou ainda que a idéia de criar um laboratório
de matemática nas escolas surgiu ainda quando ele trabalhava
na Universidade, pois os objetos utilizados eram de acrílico e
custavam caro. Quando começou a lecionar nas escolas da rede
municipal, ele viu a necessidade de criar um laboratório para
ensinar matemática aos alunos, mas com materiais mais
acessíveis, já que a rede pública não tinha condições de
comprar os aparelhos.
A tese de mestrado, com a orientação da professora doutora em
Educação Matemática, Lígia Arantes Sad, e implantada na escola
de ensino fundamental da Serra, garantiu a Hélio Marchiori o
Prêmio Paulo Freire, na categoria Mostra Científica, do
Congresso Educacional Conhecer ES 2007. Ele foi premiado com
um microcomputador.
Marchiori explicou que na Serra o projeto piloto terminará em
dezembro deste ano, mas que a idéia é elaborar um projeto
concreto para apresentar à Secretaria Municipal de Educação ou
qualquer outra entidade que venha a ter interesse em conhecer
e desenvolver o mesmo trabalho nas redes de ensino públicas e
privadas.
fonte: www.gazetaonline.com.br
|