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Empresa terá índice de responsabilidade ambiental
A Serasa desenvolveu um
relatório de responsabilidade ambiental que vai medir
as práticas ambientais das organizações. A empresa já
mede o risco econômico-financeiro de pessoas jurídicas
A necessidade de preservar o meio ambiente, ampliada
pela ameaça de aquecimento global está levando a uma
cobrança cada vez maior das empresas tanto por seus
parceiros quanto pela sociedade. Pensando nisso, a
companhia de análise de crédito Serasa desenvolveu um
relatório de responsabilidade ambiental que vai medir
as práticas ambientais das organizações. A empresa já
mede o risco econômico-financeiro de pessoas
jurídicas.
Para a avaliação, a Serasa elaborou um questionário
com quatro critérios: política e gestão ambiental
(para identificar as ações coordenadas de
responsabilidade ambiental), uso racional dos recursos
naturais (água e energia, a partir da redução,
reutilização e reciclagem), aspectos e impactos
ambientais (para identificar a potencialidade dos
riscos ambientais e as medidas adotadas para prevenir
ocorrências) e licenciamento ambiental (verifica o
cumprimento das leis).
"Ao analisarmos as respostas das empresas, as
vulnerabilidades passam a ser consideradas
oportunidades de negócios. É uma oportunidade,
inclusive, para repensarem as ações e sanar o
problema", disse Franklin Mendes, gerente de Produtos
Riscos Socioambientais da Serasa, durante o lançamento
do relatório, nesta terça-feira. O relatório
classifica o grau de responsabilidade ambiental das
instituições em cinco níveis: alto, bom, satisfatório,
razoável e não-alinhamento.
Para o presidente da Serasa, Elcio Anibal de Lucca, "a
sustentabilidade é hoje um conceito chave na gestão
estratégica dos negócios". As empresas privadas
comprometidas com os negócios sustentáveis poderão,
com o relatório, implantar conceitos de seleção de
seus fornecedores e parceiros, possibilitando vínculos
economicamente viáveis e ambientalmente justos.
Os bancos passam a incorporar em suas análises de
crédito a avaliação da administração ambiental, como
já tem feito o Banco Real, que submeteu a um
questionário quase 3 mil grandes, pequenas e
microempresas. "Existem altas coincidências entre
problemas ambientais e financeiros. É uma questão de
gestão geral. Empresas que obtêm sucesso geralmente
estão em dia com suas obrigações com o meio ambiente,
não se envolvendo com crimes ambientais (que,
inclusive, contam com multas altíssimas que podem
quebrar uma empresa)", afirmou Christopher Wells,
superintendente do Banco Real.
fonte: Caju Eventos -
www.cajueventos.com.br
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