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Dióxido
de carbono vira combustível
Que tal transformar o dióxido de carbono em
combustível? E fazer isto utilizando a energia solar?
Melhor ainda, produzindo compostos químicos úteis para
a indústria e evitando o consumo de
combustíveis fósseis? Parece milagre?
O CO2, ou dióxido de carbono, tornou-se um problema
global. O mundo todo está interessado em inibir sua
emissão na atmosfera ou então em "seqüestrar" -
capturar e armazenar - aquelas emissões impossíveis de
se evitar.
Dióxido de carbono vira combustível
Que tal então transformar o dióxido de carbono em
combustível? E fazer isto utilizando a energia solar?
Melhor ainda, produzindo compostos químicos úteis para
a indústria e evitando o consumo de combustíveis
fósseis? Parece milagre? Pois esta é a proposta de um
grupo de cientistas da Universidade de San Diego, nos
Estados Unidos.
A equipe do Dr. Clifford Kubiak desenvolveu um
equipamento que é capaz de capturar a luz do Sol,
convertê-la em eletricidade e usar essa energia para
quebrar a molécula de CO2 em monóxido de carbono (CO)
e oxigênio.
O equipamento ainda é apenas um protótipo e não está
totalmente otimizado. Por isso a energia solar sozinha
não suficiente para fazê-lo funcionar completamente,
exigindo um aporte externo de eletricidade.
Combustível
"Para cada referência à quebra do CO2, há mais de 100
artigos sobre a quebra da água para produzir
hidrogênio, ainda que a quebra do CO2 esteja muito
mais próximo daquilo que todos querem," diz Kubiak.
"[O equipamento] também produz CO, um composto químico
importante, que é normalmente produzido a partir do
gás natural. Assim, com a quebra do CO2 você pode
economizar combustível, produzir um composto químico
útil e reduzir a emissão de gases causadores do efeito
estufa."
O monóxido de carbono é altamente tóxico mas essencial
para a produção de vários produtos, entre os quais os
plásticos e detergentes. É possível também convertê-lo
em combustível líquido.
O equipamento consiste em um semicondutor e duas
camadas de catalisador. Ele quebra o dióxido de
carbono para gerar monóxido de carbono e oxigênio em
um processo de três etapas.
Catalisador de níquel
A primeira etapa consiste na captura dos fótons da luz
do Sol pelo semicondutor. A segunda etapa é a
conversão dessa energia óptica em energia elétrica, o
que se dá dentro da própria célula. A última etapa é o
envio da eletricidade para os catalisadores. Esses
catalisadores convertem o dióxido de carbono em
monóxido de carbono, liberado de um lado do aparelho,
e oxigênio liberado na outra extremidade.
O catalisador foi desenvolvido no próprio laboratório.
O melhor funcionamento até agora foi alcançado com uma
enorme molécula contendo três átomos de níquel no seu
centro.
Energia solar
A deficiência do equipamento ainda está na célula
solar, feita de silício. Ela é capaz de fornecer
apenas metade da energia necessária para quebrar a
molécula de CO2, embora esteja sendo utilizada uma
célula solar padrão encontrada no comércio. Os
cientistas estão trabalhando no desenvolvimento de uma
célula solar de fosfeto de gálio, um semicondutor que
é mais eficiente do que o silício, absorvendo maior
quantidade de radiação solar no espectro visível.
Nenhuma das peças do equipamento funciona otimamente
ainda, o que demonstra que será necessário um grande
trabalho de pesquisa e desenvolvimento em diversas
áreas até que o novo conceito possa se transformar em
um produto viável.
fonte: www.inovacaotecnologica.com.br
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