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Descarte de
eletrônicos precisa de controle
O CDI é uma organização não-governamental que recebe
doações de máquinas velhas para montagem de escolas de
informática em entidades de assistência a carentes.
Muitos já ouviram falar de termos como spam ou lixo
eletrônico, aquele sem-fim de mensagens inúteis com
propagandas, correntes e malas diretas virtuais que
entopem as caixas de correios. É um problema que afeta o
cotidiano dos usuários da Internet, e é suficiente para
causar alguma irritação, principalmente quando, junto com
a chateação, vem um vírus embutido no e-mail. Mas existe
um outro tipo de lixo surgido com a evolução tecnológica e
a atualização periódica de equipamentos como computadores
e telefones celulares que pode trazer danos bem mais
sérios que a chateação causada por um e-mail indesejável.
É a sucata eletrônica, formada pelos restos das máquinas
que hoje ficam obsoletas em períodos cada vez mais curtos.
O que você faz quando seu celular estraga?
Em muitos casos, mandar para o conserto pode sair mais
caro que comprar um novo. E o que acontece com o aparelho
estragado ou com aquele que ficou “antigo'? A maioria das
pessoas simplesmente joga fora. Agora pense num país
inteiro agindo dessa forma e imagine o tamanho da montanha
de lixo. O rápido avanço tecnológico, apesar de tornar
nossas vidas cada vez mais cômodas, está causando um
aumento meteórico do volume do que chamamos de lixo
eletrônico no planeta. Sabe o que é pior? Aparelhos
eletrônicos normalmente contêm metais pesados e outras
substâncias tóxicas, que podem contaminar o solo, as águas
e o ar.
O mundo joga fora, anualmente, 50 milhões de toneladas de
lixo originado de equipamentos eletrônicos. No Brasil, só
de baterias para celular, pelo menos 11 toneladas são
jogadas no lixo comum. Isso sem falar nas pilhas. O
destino do lixo eletrônico, além de não ser adequado, está
prejudicando países em desenvolvimento.
Enquanto as grandes potências mundiais produzem
computadores, eletrodomésticos e celulares de última
geração, o lixo resultante de toda essa tecnologia vai
poluir o meio ambiente de quem pode menos. Isso porque os
países ricos 'exportam' seu lixo eletrônico para os países
em desenvolvimento, que se utilizam dele para movimentar a
economia por meio da extração de elementos, como circuitos
eletrônicos e alumínio. Mas essa prática, na maioria dos
países, ocorre sem regulamentação e fiscalização
adequadas, causando sérios danos ao meio ambiente e à
saúde da população.
As autoridades, governos e, principalmente, os fabricantes
desses produtos ainda não despertaram para o resultado
dessa falta de destinação correta para o acúmulo do
despejo advindo da vida moderna. Contaminação do solo, da
água e, conseqüentemente, dos alimentos, estão entre os
sérios resultados do descaso. Mercúrio, níquel, cádmio,
arsênico e chumbo são alguns dos metais pesados que podem
causar danos ao sistema nervoso, edemas pulmonares,
osteoporose e câncer, além de serem nocivos ao meio
ambiente.
No Brasil, o “puxão de orelhas” veio do Conama - Conselho
Nacional do Meio Ambiente - que, por meio da Resolução
257, tornou lei a destinação correta de pilhas e baterias,
obrigando os fabricantes, importadores, redes autorizadas
de assistência técnica e comerciantes a implantarem
mecanismos de coleta e de responsabilidade sobre o
material tóxico que produzem. Quem não cumprir as regras
poderá arcar com multa de até 2 milhões de reais.
Mas... onde NÓS vamos jogar nosso lixo eletrônico?
A primeira providência quanto ao descarte de aparelhos
eletrônicos é entrar em contato com o fabricante para
saber qual o melhor procedimento para devolvê-los, caso
ele esteja disposto a recebê-la de volta. O ideal é que
esse lixo seja enviado em uma embalagem adequada. Os
fabricantes poderão reciclar e reaproveitar plástico ou
metais pesados, exportá-lo ou, ainda, mandá-lo para
aterros especiais.
O CDI - Comitê de Democratização da Informática, por
exemplo, é uma organização não-governamental que recebe
doações de máquinas velhas para montagem de escolas de
informática em entidades de assistência a carentes.
Com esse objetivo, a ONG ganhou uma função inesperada:
adiar o problema do lixo tecnológico. O Comitê, que atua
em 19 estados brasileiros, recebe anualmente cerca de 4,5
mil equipamentos, dentre eles CPUs, impressoras e
monitores. Cerca de 70% das máquinas que chegam são
reaproveitadas nos programas da organização, que já
formaram 62 mil alunos em disciplinas ligadas à
informática.
O CDI aceita doação de qualquer peça de computador, além
de aparelhos celulares, baterias e carregadores. Por um
sistema de rastreamento, o Comitê fornece ao doador do
equipamento o nome da instituição beneficiada com a sua
doação. Caso o equipamento doado não sirva para
reaproveitamento, o mesmo é enviado para reciclagem para
ser utilizado de outra forma.
Portanto, conscientize-se e não jogue lixo tecnológico em
qualquer lugar. Vá até uma loja autorizada ou ligue para
o CDI e se informe melhor sobre doação. O que é lixo para
você, pode ser instrumento de aprendizagem para
crianças carentes e, principalemente, a certeza de um
futuro menos poluído.
Comitê de Democratização da Informática:
Rio de Janeiro: (21) 3235-9450
São Paulo: (11) 3666-0911
Campinas: (19) 3273-0709
Brasília: (61) 3322-7233
Pernambuco: (81) 3271-4849
Santa Catarina: (48) 3222-1024
fonte: www.napimenta.com.br |