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Reciclagem é modelo para gestores
estrangeiros
Um grupo
formado por 90 prefeitos, vereadores, secretários de estado e
técnicos de 14 países da América Latina e Angola visitou na
quarta-feira (7/3) a Unidade de Valorização de Rejeitos (UVR),
mantida pelo Instituto Pró-Cidadania de Curitiba (IPCC), em
Campo Magro. O grupo representa a VIII Missão Técnica
Internacional que, em Curitiba, busca conhecimentos sobre
práticas modernas em reciclagem e manejo de resíduos sólidos.
"Curitiba é referência na separação do lixo. Esta usina é um
dos exemplos que o município tem para captação de recursos que
serão aplicados na área social", afirma a presidente do IPCC,
Fernanda Richa. Na usina, depois de separado, o material é
prensado e vendido para empresas. Os recursos obtidos são
aplicados em programas sociais do município e usados na
manutenção da usina com 76 funcionários.
Durante a visita, os gestores conheceram como é feita a
separação do lixo que chega à usina em duas esteiras
automatizadas usadas no processo. São, em média, 430 toneladas
por mês, o que significa poupar mensalmente o corte de 15.000
árvores e evitar a extração de 58 toneladas de bauxita,
minério usado na fabricação do alumínio.
O grupo também conheceu alguns produtos feitos nas indústrias
com o material reciclado da usina. Foi mostrado, por exemplo,
a telha feita com tubos de pasta de dente reciclados. Outro
produto da reciclagem que está sendo utilizado pela indústria
da construção civil é o tijolo de concreto leve, que tem em
sua composição materiais obtidos da reciclagem, como o isopor
e garrafa PETI, que conferem leveza ao produto e garantem
isolamento térmico à construção.
Alfredo Carlos Holzmann, gerente da usina, afirma que Curitiba
está na vanguarda da separação do lixo urbano desde 1989.
Holzmann explica que campanhas recentes promovidas pela
Prefeitura de Curitiba para incentivar a população a separar o
lixo de forma seletiva - papel, plástico, metal, vidros e
orgânicos - aumentaram em 43% a coleta mensal feita pelos
caminhões na cidade. Isso, explica, representou um aumento
médio de 15% na produção mensal da usina. "É um trabalho
contínuo que envolve conscientização social e educação
ambiental de crianças e adolescentes em fase escolar", diz o
gerente.
No ano passado, a usina recebeu 17 mil visitantes, entre
técnicos de mais de 20 países e alunos de escolas públicas e
particulares de Curitiba e Região Metropolitana. Os estudantes
vão à usina para participar de atividades sócio-educativas na
área ambiental. Os visitantes aproveitam para também conhecer
o museu que fica dentro da usina.
Museu - O museu é aberto gratuitamente à visitação das 8h30 às
16h30, de segunda a sexta-feira. Lá, estão em exposição mais
de 5.000 peças que fazem parte do acervo de produtos que foram
encontrados no lixo. Entre os objetos, há antiguidades e peças
curiosas, como vestidos de noiva, vitrolas, máquinas de
costura, relógios, óculos, castiçais, talheres de prata,
brinquedos, discos em vinil, coleções de livros, fotografias,
entre outros.
Algumas peças chamam a atenção dos visitantes, como por
exemplo um mapa da cidade de Curitiba datado de 1857. Outra, é
uma obra de arte, que possui fixado à base um selo autêntico,
indicando ser uma cópia original da existente no museu do
Louvre, na França.
Fonte: Bonde News - PR
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