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ONG cria
Re-Cooperar - RJ
ONG
fluminense cadastra catadores de lixo para programa de R$ 1,4
milhão em Rede de Reciclagem
A ONG Guardiões do Mar está lançando um programa de reciclagem
de lixo, criando a Re-Cooperar (Cooperativa de reciclagem de
lixo) nos municípios de São Gonçalo, Niterói e Itaboraí (RJ),
que irá proporcionar geração de renda para cerca de 900
pessoas nesses municípios. Além disso, o lixo de grandes
produtores como Shoppings, condomínios, e empresas em geral
será reaproveitado.
O projeto, que conta com investimentos da ordem de R$ 1,4
milhão, já foi aprovado pela Petrobras. Para dar início ao
programa, a ONG Guardiões do Mar está realizando o diagnóstico
social de catadores de lixo nos municípios de Niterói, São
Gonçalo e Itaboraí e, após o recenseamento, começará o
treinamento de pessoal que se dividirá trabalhando em três
núcleos.
O recenseamento ficará pronto num prazo de cinco meses e o
programa Re-Cooperar será o impulso para a criação da primeira
Rede de coleta de material reciclado do Estado do Rio de
Janeiro. Indiretamente, o programa atenderá cerca de 20 mil
pessoas, além de gerar renda para famílias de baixa renda
nesses três municípios.
Segundo o presidente da ONG, o biólogo Pedro Belga, o programa
visa ainda mudar a forma como as pessoas olham para o lixo:
“Nosso objetivo é atender cada vez mais um número maior de
famílias. O que queremos é que as pessoas passem a olhar para
os resíduos como produtos rentáveis e não como lixo”.
Para atender o programa em todos os municípios, a Guardiões do
Mar irá convocar os grandes produtores de lixo - shoppings,
bancos, condomínios e empresas em geral - para participarem do
programa. Para isso as empresas, só precisam se cadastrar na
ONG.
Será feita uma rota específica nesses municípios e os chamados
geradores de lixo receberão um selo específico de qualidade,
destacando que são socialmente responsáveis e ecologicamente
corretos.
O programa aprovado pela Petrobras prevê a compra de material
de segurança, balanças, caminhões para recolhimento de lixo,
prensas, kombis, compactadores e ainda para a aquisição de um
terreno para construção de um galpão de cerca de mil metros
quadrados em Itaboraí.
Além disso, o programa trabalhará a inclusão social e digital
desses catadores de lixo e de seus familiares, alfabetização,
e acompanhamento de dependentes químicos. O diagnóstico social
e ambiental apontará a situação de cada uma dessas pessoas,
quem são esses catadores de rua, quantos são, como vivem hoje,
se são somente moradores de rua ou tem residência fixa , se
possuem vícios ou não.
A expectativa da ONG é que 80% desses catadores cadastrados
possam ser aproveitados no programa, levando-se em
consideração o desejo dos mesmos de participarem do projeto.
Quem aderir espontaneamente será capacitado em cooperativismo
e empreendedorismo, logística e operação de equipamento de
informática, administração e geração de negócios.
“Não vamos concorrer com ferros-velhos ou pequenos produtores.
Vamos trabalhar um mercado inexplorado em nosso estado, que
são os grandes geradores de lixo. Vamos somar esforços e
vender para mercados de São Paulo para que tenhamos
possibilidades de ampliar o número de pessoas atendidas”,
explica Pedro Belga.
A ONG contará com o apoio do IBG (Instituto Baía de Guanabara)
e pretende ainda, no próximo ano, trabalhar a idéia de
educação ambiental e reciclagem nas escolas de Niterói São
Gonçalo e Itaboraí. Através de incentivos como gincanas com
premiações, distribuição de cartilhas e oficinas, a Guardiões
do Mar espera ter cerca de 150 jovens como parceiros e
disseminadores de educação ambiental. As escolas que
participarem do programa terão recipientes específicos para
separação do lixo, fazendo parte também dessa rede de
reciclagem e reaproveitamento.
fonte: Ambiente Brasil - www.ambientebrasil.com.br
Setor Reciclagem
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