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Coleta
cresce 38% no BRASIL
A
coleta seletiva cresceu 38% no
Brasil nos dois últimos anos, mas ainda atinge apenas 6% das
cidades. Do total de cidades com programas de coleta
estruturados, 85% estão nas regiões Sul e Sudeste.
A coleta seletiva de lixo cresceu 38% no Brasil nos dois
últimos anos, mas ainda atinge apenas 6% das cidades do país
(327). Do total de cidades com programas de coleta
estruturados, 85% (279) estão nas regiões Sul e Sudeste.
Os dados são da pesquisa Ciclosoft 2006 do Cempre (Compromisso
Empresarial pela Reciclagem), entidade sem fins lucrativos
fundada em 1992 e mantida por 22 empresas privadas de diversos
setores.
De acordo com o levantamento, como a coleta seletiva está
presente em muitos dos municípios mais populosos do país,
cerca de 25 milhões de brasileiros têm acesso a esses
programas --o que não significa que estejam engajados neles.
Cooperativas
Do total de programas, 43,5% mantêm relação direta com
cooperativas de catadores. "Essas parcerias, que estão
crescendo no país, oferecem melhores condições de operação às
cooperativas e reduzem o custo da coleta para as prefeituras",
disse o diretor-executivo do Cempre, André Vilhena.
A primeira pesquisa do Cempre sobre o tema é de 1994. Naquele
ano, o custo médio da coleta seletiva de uma tonelada de lixo
era de US$ 240 (R$ 523, pela cotação de anteontem). Em 2002,
com aumento da eficiência dos programas de reciclagem, esse
custo caiu para US$ 70 (R$ 152). Em 2004, no entanto, o custo
da coleta seletiva subiu para US$ 114 (R$ 248) a tonelada, e
US$ 151 (R$ 329), em 2006.
Para o Cempre, isso se deve ao aumento da coleta informal por
sucateiros e catadores autônomos, o que reduz a produtividade
dos programas. "Está havendo desvio crescente de recicláveis
colocados nas calçadas", disse Vilhena.
Segundo o Cempre, a coleta seletiva de lixo no Brasil é cinco
vezes mais cara do que a coleta convencional --em 1994, era
dez vezes mais cara. Isso porque envolve logística específica
(sem o uso de caminhões compactadores, por exemplo) para
volumes menores de coleta.
Estados e cidades
Pelo levantamento do Cempre, São Paulo é o Estado que tem mais
cidades com coleta seletiva de lixo: são 114. Em seguida estão
o Rio Grande do Sul, com 40 cidades; o Paraná com 39; Santa
Catarina com 33 e Minas Gerais com 28.
As cidades que têm 100% da população atendida pela coleta
seletiva são Santos, no litoral sul de São Paulo, Santo André
(SP), Itabira (MG), Curitiba (PR) e Londrina (PR).
No Rio de Janeiro, por exemplo, a população atendida pela
coleta seletiva é 25%. A pesquisa não traz o índice de São
Paulo em 2006 --em 2004, esse índice era de 30%.
A paranaense Londrina é uma das cidades com maior escala de
coleta seletiva do país --são 1.080 toneladas por mês. Conta
com 27 ONGs que recolhem o lixo reciclável, separado pela
comunidade, em todas as regiões da cidade. Cerca de 500
famílias são beneficiadas pela atividade e ganham, em média,
R$ 500 por mês.
Para Vilhena, a coleta seletiva no Brasil está à frente da de
outros países em desenvolvimento, como China, Rússia e México.
Ainda assim, ele destaca problemas como baixa capacitação dos
profissionais de limpeza urbana, escassez de recursos e
resposta lenta da população aos investimentos na área.
fonte: Brasil OnLine - www.bol.com.br
Setor Reciclagem
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