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País avança no
setor de reciclagem
O
Brasil recicla atualmente 10% de
todo o resíduo sólido urbano que a população produz. Parece
pouco, mas não é
Quando comparamos o índice brasileiro com o de outros países,
vemos que estamos à frente de países como Portugal (5%),
iguais à Grécia (10%) e à Hungria (10%) e próximos ao Reino
Unido (15%). E o país não pára de crescer quando o assunto é
reciclagem.
Isso é o que revela
um estudo do Cempre (Compromisso Empresarial para Reciclagem),
uma instituição que incentiva empresas fabricantes de produtos
e embalagens a investir em reciclagem e utilização de recursos
renováveis. A pesquisa ainda revela que uma pessoa gera cerca
de 800 gramas de lixo por dia, ou seja, a população brasileira
produz por volta de 160 mil toneladas de resíduos diariamente.
De todo os resíduos sólidos urbanos, 40% é destinado para
locais considerados corretos, os aterros.
Para o diretor
executivo do Cempre, André Vilhena, o gargalo da reciclagem no
país está na coleta do lixo seco, ou seja, todo aquele que faz
parte de seleção para reciclagem. “Os canais existem. Temos
catadores e coleta seletiva em algumas cidades, mas falta
maior participação da população. É ai que perdemos para outros
países”, diz. A entidade estima que haja 500 mil catadores de
recicláveis e 20 mil cooperativas de seleção de material
atualmente no país.
Vilhena explica que não é preciso que as pessoas separem os
resíduos por material. “É necessário apenas separar o lixo
seco do orgânico. O resto é por conta das cooperativas. Até
porque a população não é obrigada a saber separar todos os
sete tipos de plásticos utilizados em embalagens.”
Mas o diretor conta que, para as ações serem efetivas, também
é necessária a participação do poder público. “Temos um
contato permanente com as prefeituras para incluir o tema na
agenda política e continuar a elevar os números da
reciclagem”, ressalta.
Europa – No mercado da reciclagem, os países da União Européia
aparecem em vantagem diante do Brasil porque utilizam o lixo
para gerar energia. Isso significa que utilizam a incineração
como fonte energética. Como a Suécia, que recicla 40% do seus
resíduos, queima 50% como fornecimento de força e 10% vão para
lixões. Porém, o esse uso faz com que a fonte não se renove e
seja necessário fabricar novos produtos com mais
matéria-prima.
Quanto à tecnologia de reciclagem, o Brasil segue os mesmos
padrões de outros países, como na reutilização do vidro, que é
feita por meio de aquecimento, e de plástico, por modo
mecânico. Mas também exporta conhecimento na área, como é o
caso da Tecnologia Plasma, que consegue separar todos os
componentes das embalagens tipo Longa Vida e transformá-los
novamente em matéria-prima.
“Hoje, existe a indústria fabricante de máquinas para
reciclagem, o que não havia há dez anos”, conta José Roberto
Giosa, coordenador de reciclagem da Abal (Associação
Brasileira do Alumínio) e da Abralatas (Associação Brasileira
dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade).
Esquecimento – Mas há um resíduo que não é reciclado, embora
constitua praticamente 90% de todo o lixo produzido por uma
pessoa. A parte orgânica, os restos de alimentos e vegetais.
“Vejo esse como o nosso maior problema hoje, pois não
recuperamos quase nada, apenas 1,5%”, explica Vilhena. Essa
matéria pode ser processada e se transformar em adubo.
fonte: Diário do
Grande ABC - www.dgabc.com.br
Setor
Reciclagem
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