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Pneus reformados são prejudiciais, diz MMA
Cartilha
que será lançada ainda este mês debate o problema e explicita
posição do governo brasileiro
A discussão sobre a importação de pneus é tema de uma cartilha
que o Ministério do Meio Ambiente lança neste mês. "Pneus: um
problema ambiental e de saúde pública" descreve o cenário do
debate e apresenta a posição do governo brasileiro a respeito.
O Brasil é contra a importação de pneus reformados e de
carcaças. O material de esclarecimento sobre a posição
brasileira é direcionado para um público restrito e até o fim
de maio estará disponível no site www.mma.gov.br.
Desde 1991 a importação desse produto é proibida no Brasil. No
entanto, liminares judiciais permitiram que, entre 1990 e
2004, mais de 34 milhões de pneus reformados entrassem no
país. A importação aumenta o volume de resíduos e o passivo
ambiental brasileiro, pois pneus usados só podem ser
reformados uma vez. Depois disso, são resíduos de difícil
compactação, coleta e eliminação. Essa é a justificativa do
governo para proibir a entrada de pneus reformados no Brasil.
Considerado não biodegradável, o pneu é composto de metais
pesados altamente tóxicos e de substâncias cancerígenas, como
chumbo, cromo, cádmio e arsênio. Sua queima a céu aberto é
proibida por emitir inúmeras substâncias tóxicas para a
atmosfera. Além disso, estudo realizado pelo Ministério da
Saúde, em 2003, revelou que em 284 municípios, os pneus foram
o principal foco do mosquito da dengue. No leito dos rios, os
pneus obstruem canais, córregos e galerias de águas pluviais.
O Ministério do Meio Ambiente destaca na publicação, ainda,
que o país não é contrário à reforma de pneus.
O assunto está em discussão no Congresso Nacional. A
Organização Mundial do Comércio (OMC) também está analisando a
posição do Brasil a pedido da União Européia (UE), cuja
legislação estabelece que, a partir deste ano, pneus
recortados ou triturados não poderão ser depositados nos
aterros. Essa obrigação legal fez com que os europeus
intensificassem a busca por países importadores de pneus
reformados e carcaças. A UE gera cerca de 300 milhões de
carcaças por ano. O Brasil é atraente para empresas
reformadoras por possuir a maior frota de veículos dos países
em desenvolvimento.
fonte: Ministério do Meio Ambiente - www.mma.gov.br
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Reciclagem
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