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Embalagens de
biscoitos e doces dificultam triagem
Com
alguns materiais, nem o mais bem disposto reciclador doméstico
escapa de um dilema comum diante da lata de lixo: jogar ou não
no saco de recicláveis?
"É complicado. Há vários tipos de papel, plástico e vidro, nem
todos recicláveis", comenta Carlos Eduardo Porto Palma de
Souza, da Universidade da Água.
Um dos maiores empecilhos é a mistura de aditivos com os
materiais, que dificilmente é desmanchada. É o que acontece
com papel-carbono, fita adesiva e papel metalizado ou
plastificado.
Por isso não adianta separar pacotes de bolachas ou de doces.
"Os chamados termofixos [materiais estáveis em altas
temperaturas, que são difíceis de reciclar] estão fadados a
permanecerem no ambiente por muito tempo", alerta a bióloga
Patrícia Blauth, da Menos-Lixo Projetos e Educação em Resíduos
Sólidos.
A educadora Regina Siqueira da Silva, 40, ensina a facilitar o
descarte já na hora da compra. "Procuro embalagens recicláveis
ou que não sejam compostas de mistura de materiais", conta.
As embalagens longa vida também geram dúvidas. São recicláveis
e, em contêineres, descartadas no espaço para papéis.
Lixo limpo
Outro passo fundamental é limpar os recicláveis. Qualquer
material sujo ou contaminado deve ser descartado da seleção. A
mesma regra vale para o papel toalha e o higiênico: só serão
reaproveitados se estiverem intactos.
Para ajudar a tirar dúvidas sobre as melhores maneiras de
separar o lixo reciclável, Fernanda Bandeira de Mello,
secretária-adjunta da Secretaria de Serviços da prefeitura,
comenta que aposta em campanhas publicitárias sobre a coleta
seletiva.
"A panfletagem é um método efetivo e tem sido aplicada
principalmente em áreas verticalizadas ou de condomínios, onde
atingem-se um maior número de cidadãos por operação", explica.
Fonte: Folha de São Paulo, 19/2/2006 |