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Reciclagem de óleo
vegetal - SP
A
Câmara de Santo
André aprovou, por unanimidade, projeto que determina a
instituição do programa para recolhimento e destinação de óleo
vegetal (de cozinha) para fins recicláveis
A iniciativa, que tem similares em Diadema, São Caetano e
Mauá, partiu do vereador Paulinho Serra (PFL). O objetivo é
diminuir o lançamento do óleo na rede de esgoto, que muitas
vezes, são despejados em mananciais que abastecem a região.
De acordo com o autor, para cada 1 litro de óleo despejado nos
mananciais, 1 milhão de litros de água ficam impróprias para o
uso. Para resolver esta situação, o vereador se baseou no
trabalho da ONG Ação Triângulo, de Santo André, que já
desenvolve a coleta voluntária em 8 bairros do município. O
produto recolhido vira sabão e sabonete que são vendidos nas
residências onde são recolhidos os resíduos. O dinheiro é
utilizado para manter o instituto.
Para Serra, além dos benefícios ambientais, o projeto fará um
trabalho de inserção social e de geração de renda no
município.
No texto do projeto consta que a administração, por meio do
Semasa (Serviço Municipal de Água de Santo André), poderá
estabelecer parcerias com empresas privadas ou do terceiro
setor especializadas no recolhimento, manuseio, tratamento e
armazenamento dos resíduos.
De acordo com a Prefeitura, o projeto ainda está em avaliação
junto à Secretaria de Meio Ambiente e não há previsão de
quando será sancionado - já que está dentro do prazo de 90
dias - nem de como será feito o recolhimento.
Região
Mesmo a lei tendo similares na região, ainda não entrou em
vigor em nenhum dos municípios que a aprovaram. Em São
Caetano, o projeto do vereador Angelo Pavin (PPS) foi
sancionado em abril. Segundo a Prefeitura, a fiscalização e a
coleta ainda não começaram porque está em estudo a criação da
Diretoria do Meio Ambiente, que vai englobar todas as
políticas ambientais da cidade, sem data prevista de nomeação.
Por enquanto, a cidade tem apenas uma assessoria de Meio
Ambiente, no DAE (Departamento de Águas e Esgoto), mas o setor
não pode se responsabilizar.
Já em Diadema, o projeto da vereadora Maria Regina Gonçalves (PV),
aprovado em julho, está no prazo de regulamentação. Na
Prefeitura de Mauá, o projeto do vereador Oszanir Carlos
Stella (PSB) está na mesma situação. Sancionado em 8 de
agosto, a Prefeitura, por meio da Secretaria de Serviços
Urbanos, está distribuindo notificações aos comerciantes. A
partir de novembro, quem não cumprir a lei, deverá pagar uma
multa de 100 FMP (R$ 196), que dobra no caso de reincidência.
fonte: Diário do Grande ABC - www.dgabc.com.br
fonte:
www.setorreclicagem.com.br |