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Preço do dólar
prejudica catadores de lixo - RS
O preço do dólar está atingindo diretamente o
bolso dos catadores de lixo. Produtos como alumínio, papel e
plásticos estão valendo, em média, 40% menos do que há um mês
A presidente da Federação das Associação de Recicladores do
Estado, Eliane Nunes Peres, conta que a renda das cerca de 8
mil pessoas que trabalham com reciclagem no Estado caiu de R$
70 por semana para R$ 30.
- Os preços estão caindo em todo o Estado. Nos dizem que o
problema é o dólar - afirma Eliane.
A informação é confirmada por Alfredo Meneghetti Neto,
economista da Fundação de Economia e Estatística do Rio Grande
do Sul. Segundo Meneghetti, com o dólar barato, as indústrias
aumentaram as compras de matéria-prima de fornecedores de
outros países:
- O preço da sucata cai porque as fábricas de embalagens de
papelão, vidro e plástico passaram a importar componentes em
vez de comprar material reciclado no Brasil. Essas indústrias
aumentaram as compras de matéria-prima de fornecedores de
outros países.
A queda no preço do material reciclável é sentida por quem
ganha a vida vendendo o produto. É o caso de Shirlei dos
Santos, 51 anos:
- Antes, com uma carga lotada de jornais eu ganhava mais de R$
20. Agora, ganho só R$ 12.
Shirlei sente a diferença não só com o jornal, como também com
latas de refrigerante e de cerveja, papelão e garrafas pet,
produtos recicláveis que costuma vender a um ferro-velho da
Avenida Tronco, no Bairro Medianeira, na Capital.
- Baixou tudo. Estão pagando bem menos - lamenta.
A queda nos preços é confirmada por Leonardo Ávila, 21 anos,
proprietário de um ferro-velho, que compra as mercadorias e
depois as revende a empresas recicladoras.
- Os compradores nos dizem que estão pagando menos porque
perderam o interesse no produto, mas na real a gente sabe que
é por causa do preço do dólar - explica Ávila.
fonte: Zero Hora - www.zerohora.com.br
fonte:
www.setorreclicagem.com.br |