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Brasil
revoluciona na reciclagem de embalagens cartonadas
O dia 13 de abril marcou a partida de uma importante
contribuição do Brasil para o desenvolvimento tecnológico, o
meio ambiente e a geração de emprego e renda. As empresas
Klabin, Tetra Pak, Alcoa e TSL Ambiental inauguraram, em
Piracicaba (SP), uma nova planta de reciclagem de embalagens
cartonadas que utiliza tecnologia de Plasma para separação
total do alumínio e do plástico.
Esse processo revoluciona o modelo atual de reciclagem das
caixinhas longa
vida que até então separava o papel, mas mantinha o plástico e
o alumínio unidos. O embrião do projeto de Plasma nasceu no
Brasil há cerca de sete anos com uma parceria entre o Grupo de
Plasma do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), da
Universidade
de São Paulo, e a Tetra Pak.
Para a construção da planta – que é operacionalizada pela TSL
Ambiental – foram investidos cerca de R$ 12 milhões,
compartilhados entre as quatro empresas. O processo consiste
em aplicar energia
elétrica para produzir um jato de plasma a 15.000ºC que aquece
a mistura de plástico e alumínio. O plástico é, então,
transformado em composto parafínico e o alumínio é totalmente
recuperado na forma de
lingotes de alta pureza.
A emissão de
poluentes na recuperação dos materiais é próxima a zero e o
processo apresenta eficiência energética de cerca de 90%.
A Klabin possui uma fábrica para reciclar a camada de papel
das embalagens cartonadas vizinha à planta de Plasma e é a
responsável pelo fornecimento do alumínio com o plástico. Há
capacidade para processar 8 mil toneladas por ano desse
material – o que equivale à reciclagem de 32 mil toneladas de
embalagens longa vida. O lingote será encaminhado para a Alcoa
– fornecedora da folha fina de alumínio – e será direcionado
para a produção de uma nova caixinha. Já a parafina será
comercializada para a indústria petroquímica nacional e poderá
ter várias utilidades como a fabricação de detergentes.
Maior
valor à cadeia de reciclagem
A novidade de aproximar o alumínio e o plástico de seus usos
originais significa agregar valor à cadeia de reciclagem. Para
se ter uma idéia, a tonelada de embalagem longa vida
pós-consumo gira em torno de R$ 250,00. A partir de agora,
espera-se que a tonelada possa alcançar R$ 300,00. "A nova
planta ampliará ainda mais o volume de reciclagem das
embalagens longa vida pós-consumo", avalia Fernando von Zuben,
diretor de Meio Ambiente da Tetra Pak. Sem contar que a
expansão da reciclagem das caixinhas também beneficiará os
fabricantes de objetos feitos a partir de embalagens
cartonadas como telhas, placas e vassouras.
A aliança das quatro empresas para transformar esse projeto em
uma unidade de reciclagem via plasma já vinha despertando a
atenção mundial antes mesmo de seu lançamento .Desde o ano
passado, representantes de outros países - como Suécia,
Espanha e China – têm visitado a unidade e já está em
construção uma planta similar à brasileira que deverá ser
inaugurada na cidade espanhola de Valência, no próximo ano.
Outros interessados pela tecnologia brasileira estão na
Alemanha, Itália, França e Canadá. A expectativa dos parceiros
Klabin, Tetra Pak, Alcoa e TSL Ambiental é que a planta tenha
fôlego por dois anos para reciclar o volume de caixinhas
consumidas no Brasil. Depois, ao que tudo indica, a expansão
será o caminho para essa iniciativa pioneira.
Para mais informações:
faleconosco.meioambiente@tetrapak.com
fonte:
www.setorreclicagem.com.br |