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Reciclagem evita derrubada de floresta - RS
A reciclagem de
lixo urbano em Santa Cruz do Sul evitou, nos últimos dois
anos, a derrubada de uma floresta de 13 mil árvores
Esse é um dos números apresentados pela Cone Sul Soluções
Ambientais, empresa que administra o serviço de recolhimento e
destinação final dos resíduos produzidos pelas residências e
lojas da cidade
Santa Cruz do Sul produz, a cada mês, 1,6 milhão de quilos de
lixo doméstico e comercial. Afinal, o que é feito com tudo
isso? A resposta foi dada por um dos proprietários da Cone
Sul, Geferson Tolotti. A empresa tem contrato com a Prefeitura
para atuar nessa área. Conforme ele, o material recolhido
pelos caminhões, nas ruas do Centro e dos bairros, é levado à
usina de Dona Carlota, onde passa por triagem. Todo o resíduo
que pode ser reciclado é recolhido, enfardado e vendido para
indústrias de beneficiamento. O que mais chama a atenção são
os números apresentados, referentes aos últimos dois anos,
quando a Cone Sul assumiu também a antiga usina da Prefeitura.
Nesse período, a cidade produziu, por exemplo, 660 mil quilos
de papel e papelão. Esse material foi retirado do lixo e
reciclado. Com isso, foi evitada a derrubada de 13 mil
árvores, que seriam necessárias para produzir essa quantidade
de papel.
A empresa ainda separou 1,1 milhão de quilos de plástico que,
para serem gerados, exigiriam o gasto de 144 mil litros de
petróleo, e reciclou 13,8 mil quilos de alumínio. Com a
reciclagem desse minério, foi possível economizar 250 mil kWh
de energia, ou seja, o equivalente ao consumo de 100 aparelhos
de televisão ligados durante três anos.
De acordo com Tolotti, os números comprovam o acerto de se
investir na reciclagem. “Além de evitar as agressões ao
ambiente, ainda estamos gerando empregos.” Explicou que 40
pessoas trabalham na esteira da usina, fazendo a triagem do
material, a prensagem e outros. “Sem contar que ainda temos 40
garis atuando nos caminhões que recolhem o lixo.”
Aterro desativado
De acordo com Geferson Tolotti, a Cone Sul faz o recolhimento
do lixo de Santa Cruz desde 1998. Há dois, a empresa também
passou a administrar a usina, quando começaram a ocorrer os
investimentos na reciclagem. “Somente na recuperação da
esteira e demais setores do complexo, aplicamos cerca de R$
100 mil”.
Destacou que atualmente o município é apontado como modelo
nessa área. Todas as ruas contam com recolhimento de lixo, de
três a sete dias por semana, e os resíduos passam por triagem.
O que não é reciclado é transportado para o aterro sanitário
de Minas do Leão, homologado pela Fepam e que já atende cerca
de 100 cidades. O antigo aterro que havia em Dona Carlota não
existe mais.
Diariamente, a Cone Sul conduz seis contêineres, de 36 metros
cúbicos cada um, para Minas do Leão. O empresário ainda
esclareceu que o contrato da Cone Sul com a Prefeitura envolve
apenas o lixo residencial e comercial. Explicou que, por lei
federal, as indústrias devem ter plano próprio de
gerenciamento de resíduos. “Até prestamos esse serviço, mas
ele não tem vínculo com o município”.
fonte: www.celuloseonline.com.br
fonte:
www.setorreciclagem.com.br |