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Plástico:
R$ 145 milhões no lixo
180 mil toneladas de garrafas PET, 60% da produção nacional,
poderiam se transformar em corda, vassoura ou fibra de
poliéster, mas são desperdiçadas, e agravam danos ao meio
ambiente
O Brasil desperdiça, anualmente, cerca de R$ 145 milhões,
porque joga no lixo 60% das garrafas PET produzidas no País
para envasar refrigerantes, água mineral e óleo comestível. No
ano passado, foram produzidas 300 mil toneladas de PET, mas
apenas 120 mil toneladas, o equivalente a 40% da produção
nacional, foram recicladas.
O que foi reciclado virou matéria-prima e deu origem a novos
produtos, como tubulações para esgotos, torneiras, fibras de
poliéster, box para banheiros, cordas e vassouras. Já o
montante que foi para o lixo só serviu para diminuir a vida
útil dos aterros sanitários, entupir redes de esgoto e
bueiros, e poluir o meio ambiente. Ou foi parar no estômago de
algum animal, que vendo a garrafa na beira de córregos,
confundiu pedaços de plástico com alimento.
As garrafas PET, assim como as outras embalagens plásticas –
feitas de polietileno (detergente, sacolas) e polipropileno
(garrafas azuis) - não são biodegradáveis, ou seja, precisam
de centenas de anos para se decompor. “O descarte da PET
provoca um impacto ambiental e visual muito grande. Lançadas
indevidamente no meio ambiente e no próprio lixo doméstico, as
PETs são de difícil decomposição. Além disso, ocupam muito
espaço no aterro sanitário e quando chegam até os rios e
córregos ajudam a proliferar vetores de doenças, porque se
acumulam nas margens, como depósito de água parada”, alerta a
gerente de Divisão de Saneamento da Fundação Estadual de Meio
Ambiente (Feam), Denise Marília Bruschi.
Valores
Enquanto a tonelada de PET vale R$ 800, a de latinha de
alumínio, vedete há anos no ramo da reciclagem, é comprada a
R$ 3,8 mil. Apesar da diferença, a PET tem grande potencial
para gerar riquezas, já que o Brasil já é um dos maiores
recicladores do produto no mundo, atrás somente do Japão e da
Alemanha, segundo informações da Associação Brasileira de
Indústrias de PET (Abipet).
Os Estados Unidos, por exemplo, reciclam apenas 19% das suas
PETs e a Europa, 25%. “As recicladoras de PET brasileiras
estão sem matéria-prima para trabalhar. Um dos gargalos é que
a dona de casa não tem informação de que a embalagem pode ser
reciclada, ou não existe sistema de coleta seletiva na sua
cidade”, diz um dos coordenadores da Abipet, Hermes Contesini.
fonte: Portal UAI - www.uai.com.br
ffonte:
www.setorreciclagem.com.br |