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Glossário dos Arrematantes
Arrematante – O comprador
Arrematar – comprar em leilão
Avaliação – preço mínimo estipulado pelo comitente
Bater o martelo – vender
Boleto – recibo entregue ao arrematante pelo
leiloeiro
Brigar – discutir, intimidar o concorrente
comprador
Caçador de Pardal – procura o novato interessado
para arrematar em seu nome, mediante comissão (o mesmo que
caixinheiro, veja também pardal)
Caixinha – lista de participantes, de um mesmo
segmento empresarial para o “leilão” posterior
Leilão da Caixinha - Os lotes comprados são
vendidos novamente entre os arrematantes em outro local através de
um “leilão” e o lucro eventual dividido entre os participantes da
caixinha
Caixinheiro – Freqüentadores habituais que nada
compram e entram na lista do leilão da caixinha
Morder - Entrar na lista da caixinha sem nada
comprar
Comitente – Empresa ou pessoa que contrata o
leiloeiro para vender seus bens através do leilão oficial
Particular – Arrematante eventual que compra para
uso próprio
Comprar no escuro – comprar sem ver o lote
Lançar – gritar o valor ofertado
Lance – valor ofertado, dito de viva voz pelo
comprador
Lance mínimo – valor mínimo para venda, estipulado
pelo comitente (vendedor)
Lance condicional – o mesmo que venda condicional
Lista – Relação do nome dos arrematantes que
participarão do “leilão” da caixinha após o leilão oficial
Melar o leilão – Tumultuar o leilão (é crime)
MÁFIA – Assim são chamados grupos de participantes
do mesmo segmento os quais tem os mesmos objetivos de compra.
Panela - Grupo de arrematantes do mesmo segmento
Pardal – arrematante novo, estranho ao meio,
“caçado” e conquistado pelo caixinheiro o qual compra em nome do
novato mediante uma comissão ou valor pré estabelecido entre eles.
Sucateiro – Comprador de sobras industriais,
materiais,equipamentos usados e obsoletos em geral.
Urubú – comprador de massa falida em leilão
judicial
Venda condicional – venda efetuada, abaixo da
avaliação do comitente que será confirmada posteriormente pelo
leiloeiro
Vou pro pau – O mesmo que “não tem acordo” dito por
algum descontente, que não deseja participar da lista da “caixinha”
Vou bater – o mesmo que vou vender, dito pelo
leiloeiro aos participantes.
NOTA DO AUTOR: Os grupos organizados citados no glossário e
chamados de “máfia” ou caixinheiros, são na verdade empresários
sérios e não interferem na participação do “particular” ou comprador
eventual o qual leva vantagem sobre os empresários rotulados, uma
vez que não visa lucro, o “particular” compra para uso próprio
podendo, portanto pagar mais do que aqueles. O Leilão Oficial ainda
é a forma mais transparente de venda, principalmente tratando-se de
Empresa Governamental, tanto é que atualmente as compras efetuadas
pelo governo em todos os níveis são feitas através do chamado PREGÃO
PRESENCIAL, isto é: com a presença dos fornecedores e uma comissão
de compras são oferecidos os lances para o fornecimento e aquele que
oferece o menor preço, qualidade compatível e as melhores condições
de venda, é o vencedor da concorrência. Trata-se de uma forma
inversa ao leilão tradicional, com total transparência e na presença
de todos interessados, como no Leilão Oficial. Ao contrário da
proposta de preços através de envelope fechado que enseja fraude e
maquinação dos participantes, tanto na alienação (venda) de bens
quanto no fornecimento.
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